Arquivo da tag: Almeida Ramos

Setembro 1918

Nascimentos em Leopoldina

9 Set 1918,

Cecilia Ramos Ferraz

pais: Otavio José Ferraz e Angelina de Almeida Ramos

11 Set 1918,

Antonio Mantuani

pais: Narciso Mantuani e Maria Bonin

11 Set 1918,

Idalina Esmino

pais: Augusto Esmino e Luigia Giuliani

15 Set 1918, Ribeiro Junqueira,

Bertolina

pais: Sebastião Damasceno Neto e Maria José Ferreira

19 Set 1918,

Antonio Sangalli

pais: Arturo Sangalli e Maria Stella Borella

19 Set 1918,

Odalha

pais: Sancio Maiello e Adalgisa Marques Carneiro

22 Set 1918,

Violeta

pais: Waldemar Tavares Lacerda e Jovenila Lisboa

cônjuge: Roberto Toledo

22 Set 1918,

Belizario

pais: Garibaldi Cerqueira e Laura Ramos

22 Set 1918,

Querina

pais: Virgilio José Ferraz e Maria Tereza Montes

 

25 Set 1918,

Uber

pais: Honorio Luiz da Silva e Leonor Ferreira

27 Set 1918,

Ana Celestina Bonin

pais: Valentino Bonin e Lucia Mantuani

cônjuge: João Martins Leal

28 Set 1918,

Osvaldo Marinato

pais: Celestino Marinato e Josefina Maria da Conceição

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107 – Os ascendentes maternos de Paulino Rodrigues

Conforme anunciado no artigo anterior, hoje o Trem de História é dedicado a Mariana Custódia de Moraes, a mãe do personagem principal desta viagem.

Mas, antes, vale um esclarecimento. Na época em que os pais de Paulino se casaram, a Paróquia de São Sebastião da Leopoldina ainda pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. Com isto, muitas fontes eclesiásticas eram para lá encaminhadas e, por razões burocráticas, se encontram indisponíveis para consulta desde o final da década de 1990, como é o caso do processo matrimonial do casal que, ao que se sabe, dependeu de autorização episcopal em virtude de parentesco consanguíneo e de afinidade.

Mariana era filha de José Vital de Moraes, também referido em algumas fontes como Vital Ignacio de Moraes, nascido em Conceição de Ibitipoca por volta de 1822, filho de João Ignacio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Os pais de Anastácia, Vital Antônio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus, casaram-se(1) em Santana do Garambéu no dia 08 de março de 1796. Vital era natural de Conceição de Ibitipoca e Maria Narciza nasceu em Santana do Garambéu, onde seu pai, Bernardo da Costa Mendonça, era proprietário na localidade de Ribeirão dos Cavalos, atualmente pertencente ao município de Ibertioga. Bernardo faleceu(2) em 1811 e é ancestral de vários antigos moradores de Leopoldina, já que foi sogro do “comendador” Manoel Antônio de Almeida.

A mãe de Mariana Custódia de Moraes, Umbelina Cassiano do Carmo, também era natural de Conceição de Ibitipoca, filha de Tereza Maria de Jesus e José Carlos de Oliveira, sendo neta paterna do casal Vital Antonio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus acima citado. Portanto, a avó paterna de Mariana, Anastácia Felisbina, era irmã de seu avô materno, José Carlos de Oliveira, dois dos filhos de Vital Antonio, como se verá no quadro genealógico a seguir.

Os avós paternos de Mariana, João Ignacio de Moraes e Anastácia Feslisbina de Jesus foram pais de: 1- Mariana Carolina de Oliveira cc Justino Marques de Oliveira; 2- José Vital de Moraes cc Umbelina Cassiano do Carmo; 3- Joaquim Ignacio de Moura ou de Moraes cc Eufrasia Raimunda de Jesus; 4- Joaquim Candido da Silva cc Rita Carolina de Oliveira; 5- Ana Olina Bibiana cc Antonio Paulino de Faria; 6- Joaquina Flausina de Jesus cc Antonio José Machado; 7- Antonio Romualdo de Oliveira cc Francisca Carolina de Oliveira; 8- Delfina Honoria de Jesus cc José Alexandre da Costa; 9- José Ignacio de Oliveira cc Maria Messias de Almeida; 10- João Gustavo de Oliveira cc Ana Umbelina do Sacramento; 11- Manoel Ignacio de Oliveira cc Rita Carolina de Jesus; 12- Maria Luiza de Jesus cc Antonio Joaquim Vilas Boas e segunda vez com Joaquim Antonio de Almeida Ramos; 13- Rita Ignacia de Moraes cc Antonio Rodrigues da Silva.

Sabe-se que os filhos de nrs 5, 6 e 10 não migraram para Leopoldina, tendo vivido e falecido em Bias Fortes.

Os avós maternos, José Carlos de Oliveira e Tereza Maria de Jesus, foram pais de: 1- Maria Tereza; 2- Justino; 3- Ana; 4- Umbelina Cassiano do Carmo cc José Vital de Moraes; 5- Rita Tereza de Jesus cc Cassiano José do Carmo; 6- Francisca; 7- Mariana Ignacia de Oliveira cc Antônio José de Almeida Ramos; 8- Domingos Marques de Oliveira cc Ana Antonia de Jesus; 9- Victal; 10- Antonio; e, 11- José Carlos de Oliveira Pires cc Ignacia Carolina de Almeida.

A viagem de hoje termina aqui. Na próxima edição o Trem de História trará o ramo paterno de Paulino Augusto Rodrigues. Aguarde!


Fontes de Referência:

1 – Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, livro de casamentos de Conceição de Ibitipoca 1751-1801, pesquisa de Paulo Ribeiro da Luz.

2 – Museu Regional de São João del Rei, inventário caixa 287.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 359  no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2018

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Maio de 1918

Nascimentos em Leopoldina

7 Mai 1918,

Silvio Leal

pais: Luiz Rodrigues Leal e Maria Orsolina Togni


15 Mai 1918,

Nelson Ferreira de Souza Lima

pais: Francisco de Souza Lima e Ana Ferreira de Almeida

cônjuge: Ivone

Maria José

pais: Antonio Alves de Oliveira e Maria José do Nascimento

Valentim Montan

pais: Antonio Montan e Josefina da Silva


16 Mai 1918,

Sebastião

pais: Sebastião Rodrigues da Silva e Evarista Lomba


20 Mai 1918,

Maria Virginia Carraro

pais: Massimiliano Luigi Carraro e Angelina Guarda


21 Mai 1918,

Ulisses

pais: Oscar José de Almeida Ramos e Jacira Venâncido de Almeida


22 Mai 1918,

Odilon Maragna

pais: Cirilo Maragna e Sebastiana de Souza


29 Mai 1918,

Maria Madalena Saggioro

pais: Antonio Saggioro e Octavia Lorenzetto

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Sesquicentenário de Nascimento

No dia 1 de dezembro de 1867 nasceu em Leopoldina mais uma descendente do “comendador” Manoel Antonio de Almeida: Marieta Rodrigues de Almeida, filha de Francisco Martins de Almeida e Rita Garcia da Natividade.

Mais tarde seus pais transferiram residência para o distrito de Aracati, em Cataguases, onde Francisco Martins faleceu em dezembro de 1915. Em 1873 ele havia adquirido um pequeno lote da Fazenda Monte Redondo que, segundo a pesquisadora Joana Capela, localizava-se em Santana de Cataguases.

Além de Marieta, Francisco e Rita Garcia foram pais de outros treze filhos, todos com grande descendência. Alguns destes filhos também fixaram residência na margem esquerda do Rio Pomba, seja em Aracati ou em Vista Alegre, ambos distritos de Cataguases.

Os avós paternos de Marieta foram Maria Constança de Jesus e Antonio de Almeida Ramos, filho de Manoel Antonio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Os avós maternos foram José Joaquim Pereira Garcia e Mariana Esméria da Natividade, ambos provenientes de famílias da Serra da Ibitipoca.

Marieta casou-se com Honório Rodrigues de Lacerda, filho de Generosa Teodora de Jesus e de Ezaú Antonio de Lacerda, neto paterno de José Ferreira Brito e Mariana Paz de Lacerda. O casal teve, pelo menos, outros dez filhos,  alguns deles nascidos e batizados em Leopoldina.

 

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Maria das Dores Neto: 150 anos

No dia 13 de novembro de 1867 nasceu Maria das Dores Neto, filha de Maria Luiza ou Bernarda da Silva e de Pedro Machado Neto, neta paterna de Joaquim Machado Neto e Ana Tereza de Jesus.

Seu pai era proprietário de lote nas proximidades de onde mais tarde foi construída a Capela de Santo Antonio de Pádua, ou Capela da Onça, sede da Colônia Agrícola da Constança.

Aos 15 anos Maria das Dores casou-se com José Gonçalves da Fonseca, filho de Severo José Galdino da Fonseca e Ana Custódia Tereza de Jesus, sendo neto paterno de Bernardo José da Fonseca, o povoador que formou a Fazenda da Grama, ao sopé do Morro do Cruzeiro. Pela avó paterna Ana de Souza da Guarda, José Gonçalves era bisneto de Ana e Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda, ancestrais de muitos leopoldinenses.

Embora tenha sido encontrado um batismo de filho de Maria das Dores e José Gonçalves, ao que tudo indica o menino de nome Estêvão, nascido em setembro de 1883, faleceu antes de setembro de 1887 quando Maria das Dores casou-se pela segunda vez. Seu marido, Julius Dietz, nascido em Petrópolis em dezembro de 1860, era filho dos alemães Philipp Dietz e Philippina Katharina Deubert, proprietários de um sítio cortado pelo então caminho que levava ao distrito de Tebas, onde Philipp tinha uma oficina de ferreiro. Julius faleceu nove anos depois, sem deixar geração.

Por volta de 1898, Maria das Dores casou-se pela terceira vez, com Lino Gonçalves, nascido em 1873 em El Rozal, Pontevedra, Espanha, filho de Francisco Gonçalves e Maria Tereza Alvarez.  Residiram numa divisão da Fazenda Purys que, segundo a escritura de venda feita em 1924, foi a herança que Maria das Dores recebeu do segundo marido, Julius Dietz. Deste terceiro casamento também não houve geração.

Após vender as terras que a esposa herdara, Lino estabeleceu-se no Alto da Ventania, onde ajudou muitos imigrantes que passavam por dificuldades. Com o arruamento surgido em sua propriedade, o local passou a ser conhecido como Bairro Lino Gonçalves, mais tarde pertencente ao Bairro Praça da Bandeira. A Lei Municipal nr 948, de 17/10/1973, dá o nome de Lino Gonçalves à uma rua que liga a Rua Marechal Deodoro da Fonseca à Rua Antonio de Almeida Ramos, no Bairro Praça da Bandeira.

 

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Leopoldinense nascido em 1867

No dia 6 de junho de 1867 nascia Joaquim Cesário de Almeida Neto, filho de Antonio Venancio de Almeida e Rita Virgínia. Era neto paterno de Maria Constança de Jesus e Antonio de Almeida Ramos, sendo este filho de Rita Esméria de Jesus e Manoel Antonio de Almeida, um dos casais povoadores do Feijão Cru.

Herdou o nome de seu avô materno – Joaquim Cesário de Almeida, que era filho de Inacio José do Bem, sendo este filho de Manoel José de Bem e da ilhoa Tereza Maria de Jesus. Inacio era casado com Antonia Maria de Almeida, irmã do Manoel Antonio de Almeida acima citado. A avó materna, Luciana Esméria de Almeida, também era filha de Manoel Antonio de Almeida e Rita Esméria de Jesus.

Joaquim Cesário Neto casou-se em Conceição da Boa Vista, no dia 16 de junho de 1888, com Altiva Ferreira Brito, filha de Ignacio Ferreira Brito, de cuja fazenda fazia parte o terreno onde foi construída a Estação Ferroviária de Recreio. Ignacio Ferreira Brito é considerado um dos fundadores do então distrito, junto com seu irmão Francisco. A sogra de Joaquim Cesário Neto foi Mariana Ozoria de Almeida, filha de seus avós maternos Joaquim Cesário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida.

Altiva faleceu um ano após o casamento, provavelmente por complicações do parto da filha homônima, nascida em maio de 1889. Em fevereiro de 1894, seu pai casou-se pela segunda vez com Maria da Encarnação Cimbron, natural da Ilha de São Miguel, nos Açores, filha de José de Medeiros Cimbron e de Teresa de Jesus Ferrão.

Joaquim e Encarnação tiveram, pelo menos, as filhas Aracy (1901) e Alice (1909) nascidas no distrito de Abaíba, em terras que pertenceram ao avô materno de Joaquim.

Joaquim Cesário de Almeida Neto era Alferes da 1ª Companhia do 72º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional.

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150 anos de nascimento

Honório de Vargas Corrêa nasceu em Leopoldina no dia 16 de maio de 1867, filho de Josué de Vargas Corrêa e Rita Guilhermina de Jesus. Era neto paterno de Francisco de Vargas Corrêa, filho de José de Vargas Corrêa e Ana Maria Silveira e de Teresa Maria de Jesus , filha de Francisco Pinheiro e Izabel Silveira.

Honório era neto materno de Antonio Rodrigues Gomes que, segundo Barroso Júnior, foi o escrivão da doação que Joaquim Ferreira Brito fez para constituir o patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru. Sua avó materna,  Rita Esméria de Almeida, era filha de Rita Esméria de Jesus e de Manoel Antonio de Almeida, conhecido como “comendador” e genearca da numerosa família Almeida Ramos que povoou Leopoldina.

Honório casou-se em 1889, em Leopoldina, com Mariana Narciza de Lacerda, filha de João Antonio Narciso e Francisca Maria de Lacerda. O casal deixou numerosa descendência pelos seus treze filhos: Rita Guilhermina de Vargas, Josué Vargas Neto, João Narciso Corrêa, Antonia Honoria de Vargas, Alta Aparecida Corrêa, Antonio Corrêa, José Honório de Vargas e Maria Francisca Vargas

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Há 100 anos

Em Leopoldina, MG, no dia 10 de janeiro de 1917, Josué de Vargas Ferreira filho de Antonio José de Vargas Corrêa e de Maria Venancia Ferreira casou-se com Maria de Almeida Lacerda filha de Honório Rodrigues Lacerda e de Marieta Rodrigues de Almeida

O noivo era neto paterno de Josué de Vargas Corrêa e Joaquina Euqueria de Jesus, sendo esta filha de Antonio Rodrigues Gomes, um dos primeiros moradores do Feijão Cru, que formou a Fazenda Águas Vertentes cujo nome deriva da proximidade com a nascente do Córrego do Moinho. Josué era neto materno de Antonio Venâncio de Almeida Brio, o qual era filho do “capitão” João Gualberto Ferreira Brito e de Inácia Maria de Santo Inácio que, por sua vez, era filha de Antonio Prudente de Almeida.

A noiva, também natural de Leopoldina, era neta paterna de Ezaú Antônio Corrêa de Lacerda, filho de José Ferreira Brito e de Mariana Paz de Lacerda. E era neta materna de Francisco Martins de Almeida, filho de Antônio de Almeida Ramos que, por sua vez, era filho do “comendador Manoel Antônio de Almeida, um dos povoadores de Leopoldina.

No mesmo dia 10 de janeiro, Francisco Marçal Ferreira de Rezende filho de Pedro Marçal Ferreira e de Ignez de Castro Rezende, casou-se com Maria do Carmo Rezende filha de Francisco Rezende e de Francisca de Paula Rezende.

E Pedro da Cruz Nogueira filho de Pedro José da Cruz Nogueira e de Maria Marques da Silva, casou-se com Carolina Maria Cazzarini filha de Luigi Cazzarini e de Luigia Maimeri.

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Agosto de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 ago 1916

Francisca

filha de Joaquim Vieira Ramos e de Olinta Schettino de Souza

10 ago 1916

Gizelda Dietz de Almeida

filha de Carlos José de Almeida e de Guilhermina Dietz

10 ago 1916

João

filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza

21 ago 1916

Umbelina Marinato

filha de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

22 ago 1916

Tarcilia

filha de Sebastião Damasceno Neto e de Maria José Ferreira

26 ago 1916

Waldemar

filho de Manoel Custódio Ferreira Neto e de Virgilina Vargas Neto

30 ago 1916

Orlando

filho de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos

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48 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: seus antepassados

Logomarca da Coluna Trem de História

Como ficou prometido no número anterior, o Trem de História continua falando sobre o autor que, em 1864 publicou as mais antigas informações sobre Leopoldina, o tenente-coronel Joaquim Antonio de Almeida Gama. Hoje, para identificar seus antepassados.

Joaquim Antonio era filho de Antonio Francisco de Almeida e Gama e de Inocencia Claudina da Costa que se casaram em Rio Preto, MG aos 12.07.1812. Ele, natural de São João del Rei onde nascera por volta de 1788, filho de Caetano José de Almeida Gama e de Antonia Maria Custódia Dias.

Sabe-se que Inocencia recebeu o sacramento do batismo(1) em Conceição de Ibitipoca em 02.10.1797 e que era filha de João Rodrigues da Costa [filho] e de Vicencia Faria Corrêa de Lacerda. Portanto, neta materna de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda, casal que teve muitos descendentes radicados em Leopoldina e cujos filhos Fernando Afonso e Jerônimo foram beneficiados com duas sesmarias no Feijão Cru. Vicencia nasceu e foi batizada(2) em Bom Jardim de Minas em 07.07.1759 e lá mesmo teria se casado.

Vale lembrar que Conceição de Ibitipoca, onde Inocencia nasceu, é distrito de Lima Duarte e faz divisa com Bom Jardim. Considerando-se o parentesco e a proximidade das localidades de origem, é lícito supor que Joaquim Antonio de Almeida Gama tenha sido atraído para o Feijão Cru pelos sobrinhos de sua mãe, Romão e Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda, que para cá haviam migrado por volta de 1830, com o objetivo de ocupar e vender as sesmarias doadas aos tios acima citados.

A avó paterna de Joaquim Antonio, a senhora Antonia Maria Custódia Dias, era filha do português de Barcelos, Manoel Martins Gomes e de Maria de Siqueira Paes, natural de São Paulo e falecida(3) no dia 28.10.1776. Já o avô paterno, Caetano José de Almeida Gama, era filho de Manoel Gomes Vilas Boas e Inacia Quiteria da Gama, sendo esta, filha de Luiz de Almeida Ramos que, por sua vez, era filho de Manoel de Paiva Muniz e Maria Ramos da Costa. Da mãe de Inacia Quiteria da Gama vem este último sobrenome. Chamava-se Helena Josefa Corrêa da Gama, sendo filha de Leonel da Gama Bellens e de Maria Josefa Corrêa, falecida(4) em 1737.

Registre-se que Joaquim Antonio veio para o Feijão Cru na mesma época de seu tio paterno, Francisco Antonio de Almeida e Gama, casado(5) em Bocaina de Minas, no dia 13.09.1812, com Maria Perpétua de Jesus que já havia falecido em 1843 quando o marido e o filho Caetano José foram recenseados no Feijão Cru. Além deste filho, sabe-se que Francisco Antonio e Maria Perpétua foram pais, também, de Joaquim Firmino que surge nas fontes leopoldinense na década de 1850, casado com Joaquina Francisca de Jesus. Já o Caetano José de Almeida Gama era casado com Carolina Teodora de Castro, com quem teve oito filhos em Leopoldina, entre 1851 e 1868.

Segundo o Registro de Terras de 1856, Francisco Antonio de Almeida Gama tinha duas propriedades. A primeira, em conjunto com seu filho Caetano José de Almeida Gama, com o nome de Fazenda Circuito(6), localizava-se numa ilha do Rio Pardo e media cerca de 220 alqueires. A outra chamava-se Fazenda Bom Retiro(7), media cerca de 70 alqueires e se localizava na margem do Rio Pomba, sendo que uma de suas divisas era com a Fazenda Benevolência, de Albina Joaquina de Lacerda, então viúva de Ignacio de Souza Werneck. Albina era filha de Álvaro Pinheiro de Lacerda e Angela Maria do Livramento, sendo meia-irmã de Romão e Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda e também sobrinha dos beneficiários de sesmarias que foram divididas e vendidas antes da formação do Distrito do Feijão Cru.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Mas voltará no próximo número do Jornal para continuar contando a história desta personalidade que ficou esquecida pelos historiadores leopoldinense. Até lá.


NOTAS:

1 – Microfilme 1.252.363 Barbacena, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, item 02 bat fls 112-v

2 – Centro de Memória do Seminário Santo Antonio em Juiz de Fora, MG, lv bat 1772-1750 fls 120

3 – SETTE, Bartyra e JUNQUEIRA, Regina Moraes, Projeto Compartilhar (http://www.projetocompartilhar.org/), Inventários de Manoel Martins Gomes e Maria de Siqueira Paes, acesso 26 jun. 2009

4 – ASSIS, João Paulo Ferreira de. Polis 30 Um resgate da história dos municípios. Ressaquinha: s.n., 1998-2003, nr 41 fls 20

5 – Igreja N. S. da Piedade, Barbacena, MG, lv cas 1808-1826 fls 43 verso

6 – Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras de Leopoldina, nr 15

7 – idem, nr 16

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2016

Personagens Leopoldinenses: série Almeida Gama
 
47 – Pelos 162 Anos da Emancipação Administrativa de Leopoldina: Joaquim Antonio de Almeida Gama 
 
49 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: o casamento 
 
50 – Joaquim Antonio e Maria Josefina Cândida de Jesus 
 
51 – Filomena Josefina Cândida: a segunda filha de Joaquim Antônio de Almeida Gama 
 
52 – Rosa Cândida e Virgínia Angélica: filhas de Joaquim Antonio de Almeida Gama 
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