Arquivos da categoria: Personagens Leopoldinenses

Série de textos extraídos de pesquisa de Luja Machado e Nilza Cantoni sobre personagens da história de Leopoldina.

88 – Savino # Sabino – Imigrantes Italianos em Leopoldina

Esta viagem do Trem de História toma novo ramal para encontrar o autor de “O Grande Mentecapto”, o escritor Fernando Sabino. E a viagem necessariamente passará pela imigração italiana em Leopoldina para contar que, a partir de 1998, foram escritos diversos artigos com o objetivo de prestar uma justa homenagem aos imigrantes italianos que se instalaram no município a partir de 1880, aos que viveram na Colônia Agrícola da Constança e a todo oriundi que ajudou a transformar a economia da cidade, abalada pelo fim da escravidão.

De início vale recordar que o interesse inicial pelo assunto surgiu no decorrer de um estudo sobre as antigas famílias leopoldinenses quando se observou, nos livros das paróquias, uma grande incidência de sobrenomes não portugueses entre noivos, pais e padrinhos de crianças batizadas. Constatou-se que 10% dos noivos do período de 1890 a 1930 eram imigrantes e, destes, 9% eram italianos e os demais, portugueses, espanhóis, sírios, açorianos, franceses, egípcios e nativos das Ilhas Canárias.

Percebeu-se, então, que um contingente significativo de habitantes estava carente de um estudo melhor sobre suas vidas e importância para o município, estatisticamente com forte presença de descendentes daqueles que, chegados ao Brasil no último quartel do século XIX, aqui se estabeleceram e muito contribuíram para o desenvolvimento econômico e social, sem que se tivesse notícia de qualquer movimento permanente no sentido de manter viva a memória daqueles conterrâneos por adoção.

Na verdade constatou-se que há poucas fontes de consulta para a época em que chegaram os personagens que serão abordados. Ainda não haviam sido implantadas as hospedarias e nem todos os manifestos de vapores foram preservados.

Assim, algumas pistas vieram de intérpretes daquele momento, incluindo a informação de que os italianos procedentes do vêneto eram mais afeitos à agricultura e que os toscanos e os meridionais procuravam as cidades para se estabelecerem com atividade comercial.

Este artigo tratará de um grupo procedente da Campania, mais especificamente da província de Salerno. Mas antes de detalhar suas características, é importante ressaltar que seria impossível compreendê-lo analisando-o de forma isolada, ainda que seus componentes pertencessem a diferentes famílias nucleares, tivessem idade diversa e possivelmente habilidades produtivas também variadas.

É importante, também, relembrar algumas informações sobre a Itália.

Como se sabe, antes da unificação a Campania pertencia ao Reino das Duas Sicílias e estava dividida em quatro províncias: Napoli, Terra di Lavoro (Caserta), Principato Citeriore (Salerno) e Principato Ulteriore (Avellino). Cada província era dividida em distritos e no Principato Citeriore os distritos eram Salerno, Sala, Campagna e Vallo.

Capa do livro Provincia di Principato Citeriore, publicado em 1843. Fonte: https://www.maremagnum.com/stampe/provincia-di-principato-citeriore/130340733

É preciso, também, ressaltar que a unificação foi um processo paulatino e que as trocas comerciais não se modificaram abruptamente com a proclamação do Reino da Itália. Por consequência, o trânsito interdistrital permaneceu e seria contraproducente definir o local de origem do grupo pelos estritos limites geográficos, porque sabe-se que as divisas são artificiais e nem sempre se preocupam com a personalidade histórica ou as práticas dos habitantes de uma localidade.

Com estas considerações, partiu-se para a busca de referências aos sobrenomes Appratto, Cazzolino, Eboli, Pagano, Polito, Petrola, Savino e Tambasco, grupo da Campania identificado em Leopoldina, cujos nomes muitas vezes estão grafados de forma diferente nas fontes paroquiais e civis aqui no Brasil.

Foram encontrados diversos vínculos entre alguns deles na documentação do Tribunal de Sala Consilina, disponíveis em microfilme da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. E o comune de Ispani surgiu como provável centro de difusão das famílias pesquisadas. Mas não havia microfilmes dos lugares mencionados naquela documentação e consultas epistolares não trouxeram o retorno esperado. Somente alguns anos depois começaram a surgir outras fontes, como alistamento militar e registros civis, publicadas em sites de arquivos provinciais, permitindo coletar mais informações.

Enquanto isso, a busca por fontes aqui no Brasil continuava. Até que no último ano, com a colaboração de Stanley Savoretti, foi possível fechar o estudo de uma das famílias. Antes, porém, é interessante refletir um pouco sobre o movimento de saída dos imigrantes de sua terra natal. Mas isto será assunto para o artigo da próxima quinzena. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 341 no jornal Leopoldinense de 16 de outubro de 2017

  • Share on Tumblr

86 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda: descendentes do segundo casamento – Parte II

Para encerrar a família de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, o Trem de História se ocupa hoje dos quatro filhos restantes.

f) HELIODORA PINHEIRO CORRÊA DE LACERDA nasceu a 07.01.1858 em Leopoldina. Algumas publicações informam erradamente que Heliodora seria filha de Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda, irmão de seu pai que faleceu cerca de dezesseis anos antes do nascimento da sobrinha. Pesquisa no livro de batismo, no entanto, deixa clara a paternidade de Heliodora, ao informar que era filha do casamento de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com Maria de Nazareth Pereira.

Heliodora se casou com Felix Martins Ferreira, que dá nome à praça principal de Leopoldina, filho de Joaquim Martins Ferreira e Maria Esméria de Carvalho Leite, nascido por volta de 1852 em Providência, Leopoldina e falecido em data próxima a fevereiro 1901, em Conselheiro Lafaiete (MG). Félix Martins foi proprietário da fazenda Araribá, na divisa de Leopoldina com Angustura, delegado de polícia, vereador na cidade e acionista do Banco de Leopoldina. Eles tiveram seis filhos: Rafael Felix, Jorge Martins, Maria Magdalena Martins, Georgina Martins, Joaquim Martins e Lafayette Martins.

Sobre esta família o Trem de História trouxe informações quando, em sete artigos publicados no Leopoldinense entre dezembro de 2016 e março de 2017, falou sobre o escritor modernista leopoldinense, Francisco MARTINS DE ALMEIDA, um dos netos de Heliodora e Félix Martins.

g) SOFIA CÂNDIDA DE LACERDA nasceu a 09.05.1860 em Leopoldina. Casou-se com João Caetano Almeida Gama, filho de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus. Eles tiveram oito filhos: Américo de Lacerda Gama (1877); Otávio (1878); Adalgisa (1880); Raul (1883 – 1903); Vasco da Gama (1884 – 1885); Maria (1886 – 1887); Vasco (1888); João (1889 – 1891). Esta família foi abordada em artigo do Trem de História publicado em 16 de junho de 2016.

h) LUIZ ANTONIO CORRÊA DE LACERDA nasceu a 12.04.1863 em Leopoldina, onde era eleitor em 1892 e fundou o Centro Espírita Beneficiente em 1904. Assim como seus irmãos, Luiz Antonio também estudou no Colégio Caraça. Foi professor de português e latim do Ginásio Leopoldinense. Em 1886 foi citado entre os proprietários rurais e de escravos em Leopoldina. Casou-se com Isabel Maria de Lacerda Werneck, filha de Luiz Boaventura Peixoto de Lacerda Werneck e Isabel Augusta de Lacerda Werneck, sendo neta paterna do Barão do Pati de Alferes Francisco Peixoto de Lacerda Werneck. Isabel nasceu na Suíça, na época em que seu pai era Consul Brasileiro naquele país. Luiz Antonio e Isabel tiveram nove filhos nascidos em Leopoldina: Izabel (1885 – 1887); Maria Francisca (1887); Mario Vito (1889); Pedro das Chagas (1891); Paulo (1894); Luis Pio (1897); Romão (1900); Maria Nazareth (1902 – 1909); e, Maria da Glória Werneck (1904 – 1909).

O sétimo filho do casal chamou-se Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda em homenagem ao avô paterno. Casou-se com Maria José de Lacerda Werneck, filha de José Ignacio de Lacerda Werneck e Sophia Selma Güenter. José Ignacio era natural de Pati do Alferes e se casou em Leopoldina em 1893. Em 1896 ele inaugurou “à rua do Tiradentes um novo estabelecimento de fazendas, armarinho roupas feitas e calçados”, conforme noticiou o jornal O Mediador de 6 de setembro daquele ano.

Romão Neto e Maria José tiveram, pelo menos, quatro filhos: Selma Izabel, José Luiz, Maria Aparecida e Paulo Antônio Werneck de Lacerda.

Conclui-se, aqui, o relato sobre filhos e netos de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda que, conforme registrado no texto nr 82 que iniciou esta série, era filho de Ana e Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda. Sua mãe faleceu antes de fevereiro de 1797, quando seu pai se casou pela segunda vez com Ângela Maria do Livramento. Mas Álvaro morreu pouco mais de cinco anos depois e, ao que tudo indica, Ângela ficou como tutora de todos os filhos dele, transferindo-se para o Feijão Cru por volta de 1931, na companhia de Romão.

A próxima viagem do Trem de História abordará esta transferência, cuja origem está no “Registro Civil do Feijão Cru”, em dois documentos emitidos há 200 anos, nos dias 13 e 14 de outubro, a favor de dois tios paternos de Romão: Fernando e Jerônimo Corrêa de Lacerda.

Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 340 no jornal Leopoldinense de 1 de outubro de 2017

  • Share on Tumblr

85 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda: descendentes do segundo casamento – Parte I

Como ficou dito em artigo anterior, Romão ficou viúvo em 1846, com pouco mais de cinquenta anos e com o seu único filho ainda pequeno. Natural, então, que procurasse uma nova companheira. Assim, provavelmente no ano de 1847, ele se casa com Maria de Nazareth Pereira. E com esta segunda esposa teve, pelo menos, sete filhos.

Vale registrar que Maria de Nazareth, a segunda esposa de Romão, faleceu antes de 1872, quando ele próprio faleceu.

Sobre os filhos de Romão e Maria de Nazareth sabe-se que:

b) JOSÉ ROMÃO CORRÊA DE LACERDA nasceu a 03.12.1848 e faleceu a 03.04.1934. Foi lavrador, proprietário de escravos, fez parte da Irmandadade do Santíssimo Sacramento e era eleitor. Casou-se com Luiza Augusta Tavares, nascida em Valença (RJ) e teve com ela 14 filhos:

1) Guiomar de Lacerda (1879 – 1976), que se casou com Lindolfo Augusto Tavares Pinheiro, filho de Floriano Pinheiro de Souza Moraes e Presceliana Pinheiro de Lacerda Werneck. Lindolfo nasceu a 15.03.1873 em Valença (RJ) e faleceu a 10.08.1957 em Leopoldina. Era carinhosamente conhecido por Lolote. Guiomar e Lolote tiveram 14 filhos: a) José, b) Antonio, c) David, d) Dário, e) Arlindo, f) Maria Salomé, g) Alcides, h) Ilda, i) Iracema (1908), j) Iracema (1909), k) Adail Lacerda Pinheiro c.c. Manoel Joaquim Botelho, o professor Botelho que durante muito tempo trabalhou no Ginásio e participou da vida esportiva e social da cidade, l) Cléa, m) Lindolfo e, n) Altair.

2) Adélia (1880).

3) Olívia (1881 – 1882).

4) Amélia (1882).

5) Maria José Lacerda – Zezeca (1884), segunda esposa de Paulino Augusto Rodrigues, fazendeiro e capitalista. O casal teve dois filhos: Maria Aparecida (1920) e Geraldo (1925). A filha mais velha casou-se com Gilson Barroso de Castro, filho de Colatino Barbosa de Castro e Sebastiana Barroso. Gilson Faleceu a 13 Nov 1985. Eles tiveram três filhos: Aloísio Sérgio c/c Irma Ávila, pais de Wladimir e Wladinise; Colatino c/c Vera Lúcia Santana, pais de Fernanda e Rodrigo; e, Maria Luiza c/c Eraldo Concentino dos Santos

6) João (1886).

7) Luiza (1887).

8) Waldemar Tavares Lacerda (1889 – 1977) que empresta seu nome a uma rua de Leopoldina, exerceu a profissão de barbeiro e durante algum tempo foi funcionário público federal lotado na Residência do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, em Leopoldina. Casou-se com Jovenila Lisboa, filha de Sebastião da Silva Lisboa e Maria do Carmo. Jovenila nasceu a 21 nov 1888 e faleceu a 07 mai 1967 em Leopoldina, MG. O casal foi pai de Sebastião Lisboa de Lacerda,  nascido em 1914, médico, também conhecido como Dr. Bazinho. Colaborou com o estudo do seu grupo familiar. Foi casado com Lidia Teixeira, filha de Antonio Alves Teixeira. Waldemar e Jovenila foram pais, também, de Violeta e Juracy.

9) Sofia Lacerda (1893 – 1974).

10) Orgão (1894).

11) Julieta Lacerda (1895 – 1970).

12) Osmar Tavares de Lacerda (1898).

13) Romão Lacerda (1901 – 1913).

14) Olga Lacerda, casada com Sebastião Batista Paula Filho, filho de Sebastião Batista de Paula e Maria Amélia Simplício da Cunha. Sebastião era natural de Recreio, onde nasceu em 1889 e faleceu em 1968. Olga e Sebastião tiveram, pelo menos, dois filhos nascidos em Reccreio: Floriana (1926) e Reynaldo (1928).

c) LUCAS TAVARES DE LACERDA, o segundo filho de Romão e Maria de Nazaré, usava o título de Major, era negociante e homem de confiança do fazendeiro e Coronel, Marco Aurélio Monteiro de Barros. Empresta seu nome a uma rua do Bairro Seminário, em Leopoldina. Estudou no Colégio Caraça entre 1860 e 1862. Em 1883 foi indicado como candidato na Eleição Provincial. Teve um filho homônimo que se formou Professor na Escola Normal do Ginásio Leopoldinense em 1909.

d) MARIA DA GLÓRIA LACERDA casou-se com Fernando Pinheiro de Souza Tavares, filho de José Tavares Pinheiro e Maria José de Souza Werneck. Eles tiveram dez filhos: José (1870 – 1951); Luiz (1877); Anália (1878); Albertina (1881); Arnaldo (1882); Abel (1884); Noeme (1885); Maria (1887); e, Odete Lacerda Tavares (1891 – 1963). O marido de Maria da Glória era natural de Valença e foi nomeado Promotor Público de Leopoldina em 1891, onde já residia desde a década de 1870. Na próxima série dos Personagens Leopoldinenses, esta família voltará a ser abordada.

e) ROMÃO AUGUSTO CORRÊA DE LACERDA nasceu provavelmente em 1853. Foi eleitor, negociante em Leopoldina e em 1897 candidatou-se ao cargo de Juiz de Paz, não sendo eleito.

Do segundo casamento de Romão restam outros três filhos. Mas em razão do espaço e da necessidade de se fazer uma pausa, eles serão abordados na próxima viagem do Trem de História.  Aguardem.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 339 no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2017

  • Share on Tumblr

84 –Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda – Netos e bisnetos pelo primeiro casamento

1 – Adelaide da Gama de Castro Lacerda, a filha mais velha de Américo e Filomena, nasceu a 30 jun 1867 em Leopoldina, onde foi batizada no dia 30 de dezembro do mesmo ano. Casou-se com Américo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro, filho de Américo de Oliveira Monteiro de Barros e Joaquina Candida Moretzshon, a 29 jul 1888 em Leopoldina, MG. O marido de Adelaide nasceu em Cantagalo, RJ e era neto paterno de Luiz Antonio de Souza Oliveira, irmão de Ana Severina de Oliveira Castro, avó paterna de Adelaide. Em 1894, Américo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro foi listado entre os maiores contribuintes de impostos do município de Leopoldina. Residia no então distrito de Recreio. Em 1896, era farmacêutico em Leopoldina e co-proprietário da Fazenda Memória que, conforme mencionado, foi formada pelo avô paterno de sua esposa. Foram localizados os seguintes filhos de Adelaide e Americo: Maria, nascida e batizada em Leopoldina em 1890; Américo, nascido e batizado em Recreio em 1893, casou-se em 1915 com Adelaide de Oliveira Rocha; Dinah nascida e batizada em Recreio em 1894, casou-se em 1927 em Muqui-ES com Olegario Ribeiro de Barros; Hugo, nascido e batizado em Leopoldina em 1895; Jurema, nascida em Muriaé em 1899; e, Alberto.

2 – Alberto Gama de Castro Lacerda, o segundo filho de Américo, nasceu a 09 jan 1869 em Leopoldina, onde foi batizado no dia 11 de março. Em 1885 foi matriculado no Colégio Caraça. Foi eleitor em Leopoldina onde era comerciante em 1892. Em 1897 foi nomeado Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, sediado em Leopoldina. Casou-se com Natalina Teixeira Cortes, filha de Francisco Teixeira de Figueiredo Cortes e Virginia Siqueira Domingues, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: Romão nascido e batizado em Leopoldina em 1901; Virginia, nascida em Leopoldina em 1903; Maria da Conceição, nascida e falecida em Leopoldina em 1904; Haydée, nascida em Leopoldina em 1906; Mirtes, nascida em Leopoldina em 1910. Em 1913 a família vivia no distrito de Providência.

3 – Américo de Castro Lacerda foi o terceiro filho de Américo e Filomena. Nasceu a 06 nov 1870 e faleceu a 15 jan 1936 em Leopoldina. Era conhecido por Major Mequinho. Foi matriculado no Colégio Caraça em 1885. Em 1897 era negociante em Leopoldina, atividade que em 1930 era exercida em Armazém na rua Tiradentes, esquina com a Praça Gama Cerqueira. Foi nomeado Alferes do 27° Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, sediado em Leopoldina, em 1893. Américo casou-se em Leopoldina com sua prima Nair da Gama a 30 jul 1909. Ela era filha dos primos João Evangelista de Castro Gama e Rosa Cândida da Gama, tendo nascido em Leopoldina em 1886. Faleceu e foi sepultada em Leopoldina em 1952. Em 1913 João Evangelista residia em Vista Alegre, distrito de Cataguases, mas faleceu e foi sepultado em Leopoldina em 1920. Américo e Nair foram pais de: a) Maria da Conceição Gama Lacerda, nascida e batizada em 1910 em Leopoldina, onde se casou em 1929 com seu parente Mário da Gama Cerqueira, filho de Álvaro da Gama Cerqueira e Carolina da Gama. Maria da Conceição e Mário tiveram uma filha homônima da mãe nascida em Leopoldina em 1930, a qual se casou em Belo Horizonte, em 1956, com Mauro Celso Siqueira Reis; b) Nair, nascida em Leopoldina em 1911; c) Americo nascido em 1912 em Leopoldina; d) Filomena nascida em Leopoldina em 1915; e, e) Dulce nascida em 1919 em Leopoldina.

4 – Alzira Gama de Castro Lacerda nasceu a 30 set 1879 em Leopoldina, onde faleceu a 23 jun 1970.

5 – América de Castro Lacerda nasceu a 3 mai 1881 em Leopoldina, onde se casou em 1912 com José Alfredo Carneiro de Fontoura Júnior, filho de José Alfredo Carneiro de Fontoura e Amelia Celestina Bastos. José Alfredo era natural de Natividade, RJ, onde o casal se estabeleceu.

6 – Lucas de Castro Lacerda nasceu a 18 out 1882 em Leopoldina onde faleceu a 14 nov 1965. Era conhecido como Parente. Casou-se com sua prima Rita de Cassia da Gama, filha de João Evangelista de Castro Gama e Rosa Cândida da Gama. Rita nasceu a 30 nov 1887 em Leopoldina. Lucas também foi negociante em Leopoldina e era referido como Major Lucas mas não foi encontrada a origem deste título militar. Em 1913, vivia em Vista Alegre, distrito de Cataguases. Provavelmente os filhos do casal nasceram e foram registrados naquela localidade.

7 – Eduardo da Gama de Castro Lacerda nasceu a 22 nov 1884 em Leopoldina, MG. Casou-se em Leopoldina, em 1910, com Aurelia Monteiro de Barros, filha de Aurélio de Souza Monteiro de Barros e Francisca Carolina Domingues. Eduardo e Aurélia tiveram, pelo menos, a filha Izar, nascida em Leopoldina em 1911. Em 1913 a família residia no distrito de Providência.

8 – Joaquim Gama de Castro Lacerda nasceu a 26 nov 1886 em Leopoldina, onde faleceu a 17 nov 1920, Casou-se também em Leopoldina, em 1911, com Maria da Conceição Monteiro de Barros, filha de Aurélio de Souza Monteiro de Barros e Francisca Carolina Domingues. Joaquim e Maria da Conceição tiveram, pelo menos, dois filhos nascidos em Leopoldina: Maria da Conceição nascida em 1912 e Joaquim nascido em 1914.

9 – Maria Josefina da Gama Lacerda casou-se em Leopoldina, em 1891, com Júlio César Baldoíno da Silva, filho de Pedro Baldoíno da Silva e Francisca de Paula Reis. Júlia era natural de Leopoldina, onde nasceu em 1859. Seu pai foi proprietário de um sítio nas proximidades da Fazenda Boa Sorte. Maria Josefina e Júlio tiveram, pelo menos, os seguintes filhos nascidos em Leopoldina: Valfrido (1895), Marfisa (1905) e Afonso (1906).

10 – Sofia Gama de Castro Lacerda casou-se em Leopoldina, em 1895, com Everaldo de Bastos Freire, filho de Secundino de Matos Freire e Ana Bastos. Ele era natural de Sergipe e em Leopoldina foi comerciante. Sofia e Everaldo tiveram os seguintes filhos em Leopoldina: Americo (1897), Maria (1898), Everaldo (1899), Edgard (1910) e Osvaldo José (1912).

Completo o rol dos netos e bisnetos do primeiro casamento resta, para encerrar o artigo de hoje, dizer que em 1847 Romão estava casado pela segunda vez, como se verá no próximo artigo. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 338 no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2017

  • Share on Tumblr

83 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda – Américo, o filho mais velho

Único filho do primeiro casamento de Romão, Américo Antônio de Castro Lacerda ficou órfão de mãe aos sete anos de idade.

Seu avô materno, Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro, faleceu em Ouro Preto antes de 1831, onde trabalhava na Contadoria da Província. A avó materna, Feliciana Cândida Esméria da Fonseca, continuou residindo em Ouro Preto. Ao que se sabe, dois irmãos de Ana Severina de Oliveira e Castro, a mãe de Américo, casaram-se com pessoas ligadas a antigas famílias de Leopoldina (Monteiro de Barros e Moretzshon). Mas o menino só deve ter tido contato esporádico com parentes maternos.

Os avós paternos de Américo faleceram bem antes de seu nascimento. Um irmão de Romão, que morou por algum tempo no Feijão Cru, migrou para a província fluminense antes de Américo nascer. Portanto, da família de seu pai ele teria convivido apenas com a família de Albina Joaquina de Lacerda, meia irmã de Romão que chegou a Leopoldina por volta de 1846.

Assim, pelo que se apurou até aqui, é de se supor que Américo tenha tido um convívio familiar mais estreito com o próprio pai e os parentes do segundo casamento dele.

Por outro lado, as referências localizadas indicam que Américo teve atuação destacada em Leopoldina. Em 1865 foi citado no Almanaque Laemmert como Fazendeiro de Café. E entre outros fatos de sua vida pública, foi eleito Juiz de Paz em 1868 e 1872. Em 1877 colaborou com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações em Portugal, assim como outros proprietários rurais de Leopoldina, provavelmente estimulados por Comissários de Café com quem tinham negócios no Rio de Janeiro. Em 1887 foi eleito vereador. Participou da Instalação do Banco de Leopoldina, em 1891, com 50 ações. Em 1897 foi nomeado Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional e do qual era Oficial em 1898.

Sendo filho único, foi herdeiro majoritário dos bens de seu pai. Segundo descendente de um de seus meio irmãos, teria permanecido na administração da Fazenda Memória, onde sempre viveu.

Américo se casou com Filomena Josefina Cândida da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus , de quem já se falou no Trem de História nº 51, publicado na edição nº 307, de 01.07.16, do Jornal O Leopoldinense. Destaque-se que Joaquim Antonio formou a Fazenda Floresta que fazia divisa com a Fazenda Memória, formada pelo pai de Américo.

Filomena nasceu a 28 Dez 1847 e faleceu a 4 Jan 1916 em Leopoldina, MG. No batismo de uma de suas filhas, Filomena aparece com o nome de Prudenciana Josefina da Gama Lacerda.

Américo e Filomena tiveram os dez filhos, dos quais pelo menos dois estudaram no Colégio Caraça, antiga instituição situada no atual Parque Natural do Caraça, em Santa Bárbara, MG. O colégio foi construído por volta de 1820 e funcionou por mais de um século, recebendo alunos de várias regiões, muitos deles nomes de destaque na história de Minas Gerais. Na primeira década dos anos novecentos foi transformado em Seminário. Após um incêndio em 1968, que destruiu grande parte de sua memorável biblioteca, foi parcialmente restaurado e desde 1991 funciona como hotel turístico.

O Trem de História precisa dar uma parada, não sem antes mencionar as fontes  consultadas para o estudo dos descendentes de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda que continua nas próximas edições.


Fontes:

Almanack do Arrebol. Leopoldina: 1984-1985. ano 2, nº 6, p. 6.

Almanak Laemmert. Rio de Janeiro. 1911 p. 3127 e 1915. v. 2, p. 3150

Almanaque de Leopoldina. Leopoldina: s/nº, 1886. p. 18.

Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina- Livros do século XIX de Alistamento Eleitoral, Atas de Eleição de Juizes de Paz e Vereadores, Juramento e Posse de autoridades diversas

Arquivo da Diocese de Leopoldina livros 1 a 18 de batismos e 1 a 6 de casamentos.

Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, cx 1.

Arquivo Público Mineiro cx 03 doc 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru fam 156

BROTERO, Frederico de Barros. A Família Monteiro de Barros. São Paulo: s/nº, 1951. cap 24 p. 466 e 467.

Cartório da 4ª circunscrição do Rio de Janeiro, lv 126, termo 29768 fls 245-v

Cartório de Registro Civil de Belo Horizonte, MG, 3º subdistrito, 1963, lv 4 óbitos fls 45.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, lv 2 nasc fls 139v termo 175

Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 117.

Cartório de Registro Civil de Recreio, MG, lv 1 nasc fls 106/112 e 162.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina , lv 1880-1887, lv 1904-1920,  lv 1963-1975, lv 1975-1977, lápides em túmulos

Colégio do Caraça. Livro de matrículas 1885.

Diário Oficial da União, 11 nov 1893 seção1 p. 6; 10 dez 1897 seção 1 p. 2 e 4; 08 jul 1935 seção p. 36.

FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985. p. 62.

Gazeta de Leopoldina, 21 abril 1917 e 26 maio 1979.

Igreja Madre de Deus do Angu, Angustura, Além Paraíba, MG, lv 1 bt fls 66.

Legislação Federal. Decretos nº 10442 de 18 setembro de 1913 e nº 10.947, de 24 de junho de 1914, com respectivas Atas de Assembleias.

MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s/nº, 1875. p. 438 e 451.

O Estado de Minas Geraes (Ouro Preto, MG;), 11 abr 1891 ed 145 p. 4.

O Globo – jornal do século XIX (Rio de Janeiro), 5 jan 1877, ed 5, p. 3 e 8 jan 1877, ed 8 p. 4.

O Leopoldinense, edições nº 322, de 01.01.17 à nº 328, de 01.04.17, Coluna Trem de História, p.2.

O Mediador (Leopoldina, MG), 24 mai 1896, ed 32, p. 2.

O Paiz (Rio de Janeiro) 18 novembro 1912, ed 10270, p. 7; 22 set 1913, ed 10577 p. 6; 9 fev 1901, p.5.

O Pharol (Juiz de Fora), 4 jan 1916 ed 3 p. 2

PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro: particular, 2010.

PEREIRA, Mauro de Almeida. Anotações Históricas de Leopoldina. Leopoldina, MG: s.d.t

RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004.

 

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 337 no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2017

  • Share on Tumblr

82 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda: um pioneiro esquecido.

Ao pesquisar a história de Leopoldina, vez por outra se esbarra em nomes que ficaram esquecidos nas gavetas do passado. É o caso de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda que será estudado a partir deste artigo.

Romão nasceu(1) a 28.02.1795, filho de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda e Ana de Lacerda. Casou-se com Ana Severina de Oliveira Castro com quem teve apenas um filho: Américo Antonio de Castro Lacerda. Em segundas núpcias, com Maria de Nazareth Pereira teve nove filhos que serão identificados mais tarde.

Em 1826, segundo Celso Falabella(2), ele morava e era procurador da Câmara de Valença (RJ). No Mapa de Habitantes(3) de São José do Paraíba, de 1831, aparece entre os moradores do Feijão Cru como solteiro e possuidor de 4 escravos. Esta informação se confirma no Mapa de 1835 do então Curato de São Sebastião do Feijão Cru(4).

Eleitor do 5º quarteirão do Feijão Cru(5), lavrador, era juiz de paz em janeiro de 1851. Tomou posse como vereador suplente(6) em Leopoldina, a 24.04.1855.

No Registro de Terras(7) de 1856, assinado na Fazenda da Memória por ele e pelo Vigário José Maria Solleiro, consta que era “Senhor e possuidor de uma sesmaria em terras de cultura na Fazenda denominada Memoria no Districto d’essa Villa que houve por compra do Major Manoel Gomes de Oliveira”. O registro informa, ainda, que estas terras faziam divisa com José Augusto Monteiro de Barros; Antonio Prudente d’Almeida; D. Maria Vidal e seus herdeiros; e, com Joaquim Antonio de Almeida e Gamma.

Em 1875 foi citado como um dos fazendeiros de café em Leopoldina(8). E sobre ele disse Ferreira de Rezende(9):

“eu ainda aqui alcancei como um dos fazendeiros mais ricos destes lugares e que embora por ser homem muito retraído, muito pouco figurasse na vida pública, veio entretanto a fundar pela sua descendência e pelos parentes que atraiu, uma das melhores famílias desta freguesia.”

Segundo o registro de sepultamento(10), seu óbito ocorreu no dia 14.03.1872. Portanto, com o traslado de seus restos mortais ele é o mais antigo povoador da cidade sepultado no atual Cemitério de Nossa Senhora do Carmo.

A primeira esposa de Romão, Ana Severina de Oliveira Castro nasceu(11) por volta de 1801 e faleceu(12) em Leopoldina a 02 de janeiro de 1846. Era filha de Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro e Feliciana Candida Esméria da Fonseca.

Américo, o único filho de Romão e Ana Severina, nasceu(13) em Leopoldina no ano de 1839. Casou-se com Filomena Josefina Cândida da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus, de quem já se falou no Trem de História nº 51, publicado na edição nº 307, de 01.07.16, do Jornal O Leopoldinense.

Filomena nasceu a 28 de dezembro de 1847 e faleceu a 04 de janeiro de 1916 em Leopoldina(14). Ela também aparece como Prudenciana Josefina da Gama Lacerda no batismo da filha Alzira. Américo e Filomena tiveram dez filhos: I) Adelaide da Gama de Castro Lacerda; II) Alberto Gama de Castro Lacerda; III) Américo de Castro Lacerda; IV) Alzira Gama de Castro Lacerda; V) América de Castro Lacerda; VI) Lucas de Castro Lacerda; VII) Eduardo da Gama de Castro Lacerda; VIII) Joaquim Gama de Castro Lacerda; IX) Maria Josefina da Gama Lacerda; e, X) Sofia Gama de Castro Lacerda.

Em janeiro de 1877, Américo colaborou(15) com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações ocorridas naquele ano. Segundo o Almanaque da Província(16) ele foi juiz de paz(17) eleito em 1875 e em 1887. Foi vereador conforme o livro de Juramento e Posse de autoridades diversas do período 1877-1894. Foi acionista(18) intalador do Banco de Leopoldina em 1891. Foi nomeado(19) Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional em 1897.

Nas próximas edições do Jornal a história deste pioneiro esquecido, Tenente Romão Lacerda, continuará. Para corrigir o rumo do que dele se conhece, colocar em lugar de destaque este personagem leopoldinense, falar da numerosa e atuante descendência que deixou e, lembrar os 200 anos das primeiras sesmarias concedidas nas terras por onde corre o Feijão Cru. Aguardem!

________________

Fontes consultadas:

1) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo. Arquivo Público Mineiro CX 07 DOC 07, Mapa da População de Além Paraíba – 1831, fam 117 e CX 03 DOC 06, 1835-38 e CX 03 DOC 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru, 1835 fam 131 fls 21; 1843 fam 156.

2) CASTRO, Celso Falabella de Figueiredo. Os Sertões de Leste: Achegas para a história da Zona da Mata. Belo Horizonte:  Imprensa Oficial, 1987. fls 69.

3) Arquivo Público Mineiro CX 07 DOC 07, Mapa da População de Além Paraíba – 1831, fam 117.

4) Arquivo Público Mineiro CX 03 DOC 06, 1835-38 e CX 03 DOC 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru, 1835 fam 131 fls 21; 1843 fam 156.

5) Arquivo Público Mineiro PP1 Cx 44 Pacote 30, Qualificação de eleitores do Feijão Cru em janeiro de 1851 nr 263.

6) Livro de Juramento e Posse de Vereadores em Leopoldina – 1º livro, fls 3-verso.

7) Arquivo Público Mineiro TP 114 Registro de Terras de Leopoldina 1856, nr 9

8) MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875. 1875 – fls 452.

9) REZENDE, Francisco de Paula Ferreira. Minhas Recordações. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. p. 369.

10) Cemitério Público de Leopoldina (1880-1887) fls 13 sep 393.

11) MATHIAS, Herculano Gomes. Um Recenseamento na Capitania de Minas Gerais: Vila Rica – 1804. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1969. p. 108.

12) Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, caixa 1

13) Arquivo Público Mineiro CX 03 DOC 04 Mapa da População do Feijão Cru, 1843 fam 156.

14) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide do túmulo.

15) O Globo – jornal do século XIX Rio de Janeiro, 1877 5 jan, ed 5, p. 3 e 1877 8 jan, ed 8 p. 4.

16) Almanaque da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875, 1875 – fls 451.

17) MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875, 1875 – fls 451.

18) O Estado de Minas Geraes Ouro Preto, MG. 1891 11 abril ed 145 p 4.

19) Diário Oficial da União, 1897 10 dez seção 1 p. 4.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 336 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2017

  • Share on Tumblr

 81 – Maria da Glória, filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue viagem pela família de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade. Hoje trazendo a sua filha Maria da Glória Carneiro, nascida na Freguesia de São José do Rio Preto.

Maria da Glória casou-se[1] com o viúvo Achilles Hercules de Miranda, em 14 de outubro 1886 em Leopoldina (MG) e desta união foram testemunhas o Dr. Francisco de Paula Ramos Horta Júnior e Valério Ribeiro de Rezende.

Ele nasceu em Nova Friburgo (RJ) e casou-se em primeiras núpcias com Adelaide Amélia Meira.

As fontes consultadas indicam que em 1877 foi convocado[2] para exame preparatório ao Imperial Colégio Pedro II. Dez anos depois ele aparece como professor do Atheneo Leopoldinense[3] fato que pode indicar ter vivido naquela cidade antes de chegar a Leopoldina.

Mas dúvidas ainda persistem relativamente a este período de sua vida. E uma delas é saber de onde ele teria vindo para Leopoldina.

Há informação de que lecionou no Instituto Lafaiete, no Rio de Janeiro e o Almanak Laemmert[4] registra ter sido ele proprietário do Colégio São Sebastião, em Leopoldina, na década de 1920. Entretanto, sobre esta instituição não se foram encontradas outras referências além do fato de ter existido uma de mesmo nome em um distrito de Palma.

Mas se os fatos não esclarecem as dúvidas, certamente podem indicar ter começado com Achilles a longa ligação de descendentes seus com as áreas da educação e cultura da região, como se verá adiante.

Maria da Gloria Carneiro e Achilles Hercules de Miranda tiveram, em Leopoldina (MG), os filhos:

– Nelson, nascido[5] em 1887, que teve como padrinhos de batismo os avós maternos Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade Carneiro;

– Maria, nascida[6] em 1888, cujos padrinhos foram José de Andrade Carneiro e Lucia Amanda Carneiro, sua tia materna;

– Ruy de Miranda, nascido[7] em 1889, tendo como padrinhos João Luiz Guilherme Gaëde e Francisca das Chagas Andrade. João Luiz era irmão de Eugênio do Rosário Gaëde que batizou Achilles, irmão de Ruy. Segundo informação de familiares, Ruy se casou em Cataguases por volta de 1912 com Maria Passeado de Miranda e com ela teve os filhos: Ruymar, Namur, Ruyter e Ruth. Ruymar, que adotou o sobrenome do marido, nasceu em 1913. Era professora e escritora com nome incluído no Dicionário crítico de escritoras brasileiras de Nelly Novaes, publicado pela Academia Mineira de Letras. Casou-se com Joaquim Branco Ribeiro e teve com ele os filhos: Joaquim, Pedro e Aquiles. Os filhos Joaquim e Pedro, também são escritores. Ruy foi escrivão do cartório do crime em Cataguases;

– Achilles, nascido[8] no dia 1901, teve como padrinhos de batismo Eugênio Gaëde e Sophia Georgina Gaëde. Tudo indica que o nome correto do padrinho seria Eugênio do Rosário Gaëde e o da madrinha, provavelmente, Clara Sophia Adolphina Gaëde de Carvalho, uma professora pública em Cataguases que foi transferida[9] para Leopoldina em 1882. O último sobrenome da madrinha seria o de sua própria família e o Gaëde adotado do marido Eugênio; e,

– Dinah, nascida[10] no dia 19.07.1906, teve como padrinhos Martinho Campos Guimarães e Catarina Augusta da Cruz.

Segundo seu neto Joaquim Branco Ribeiro Filho, Achilles Hercules teria deixado outros filhos do primeiro casamento que residiam possivelmente no estado do Rio de Janeiro.

Sabemos, ainda, que Achilles Hercules de Miranda foi alistado como eleitor em Juiz de Fora[11] em 1896 e que em fevereiro de 1900 foi nomeado[12] Diretor Comercial e de Disciplina do Colégio Santa Cruz, ex-Andrés, também em Juiz de Fora. No mesmo ano ele atuou[13] como examinador dos alunos da escola pública do professor Marçal Benigno, em Piau, cidade da qual se retirou em dezembro de 1900 para estabelecer[14] colégio em Leopoldina. Não conseguimos descobrir que colégio teria sido este. Em março de 1902 foi nomeado[15] pelo governo estadual para o cargo de Partidor-Distribuidor da Comarca de Leopoldina.

E o Trem de História faz nova parada. Agora, para reunir carga e trazer um novo personagem leopoldinense que aguarda a vez para sair da gaveta do esquecimento.

Aguardem.


Fontes Consultadas:

1 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 160 termo 120

2 – Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, 11.09.1877, edição 158 p. 2

3 – Cidade de Cataguazes (Cataguases), 31 março 1887,  ed 20 p. 3.

4 – LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert. Rio de Janeiro: 1916 p. 3147

5 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 bat fls 192 termo 1785.

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 42 termo s.nº.

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 135

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 9 bat fls 58 termo 9

9 – Relatório de Antônio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, p. 24

10 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 11 bat fls 40v termo 215

11 – Correio de Minas (Juiz de Fora ), 12 julho 1896, ed 49 p. 3.

12 – O Pharol (Juiz de Fora,), 27 fev 1900, ed 203 p. 2.

13 – idem, 30 nov 1900, ed 68 p. 2

14 – idem 30 dez 1900, ed 85 p. 2

15 – Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), 11 de março 1902, ed 70 p. 2.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 335 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2017

 

  • Share on Tumblr

80 – Juvenal Carneiro, o filho mais conhecido de Antonio Teodoro.

O Trem de História está de volta. E como foi prometido no artigo anterior, trazendo Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro ou, simplesmente Juvenal Carneiro, o nome mais conhecido e referenciado dentre os filhos de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade

Segundo Luiz Eugênio Botelho[1], Juvenal era mineiro nascido em São José do Rio Preto em 1871, mesma informação constante do livro Do Lombo de Burro ao Computador, publicado por seu filho Erymá.

Por volta de 1890, foi para o Rio de Janeiro onde fez o curso de guarda-livros no Liceu de Artes e Ofícios. Por esta época, final do século XIX, sua família já estava em Leopoldina para onde ele se transferiu ao terminar o curso.
Em 1896 casou-se[2] em Leopoldina com Honorina Antunes Vieira, filha de Honório Antunes Pereira (1854 – 1936), o criador da Sauvicida Agapeama e, Maria Balbina Vieira de Rezende (1860 – 1932)[3].

Em 1926, Honório Antunes Vieira demonstrou a ação do Sauvicida Agapeama na Quinta da Boa Vista, com a presença do Vice-Presidente da República. Nesta época, a empresa que produzia este defensivo agrícola tinha como sócios, além do inventor do produto, Augusto Ferreira Ramos, Juvenal Carneiro, Carlos Pacheco Filho, Zilda Pires Carneiro e Alvaro Alberto Margarido Pires. [4]

Juvenal é frequentemente lembrado por ter dado aos filhos nomes de forma a que as iniciais homenageassem a província de MINAS GERAES, na grafia da época. Mas a intenção não se concretizou, ficando faltando a última letra S.

São filhos do casal: Moacyr; Ierecê; Nahumá (duas do mesmo nome); Aracy; Suikire; Guaraci; Erymá; Rudá; Apalaís; e, Erundy (as duas últimas, gêmeas).

Sobre estes filhos, Oswaldo de Rezende, em Genealogia dos Resendes informa que Moacyr c.c. Zilda Margarida Pires; Ierecê Carneiro de Almeida c.c. Manoel José da Silva Almeida; Nahumá  c.c. Jeová Batista de Sousa (médico); Araci Antunes Carneiro c.c. Jaci Soares (advogado) natural de Rio Pomba; Suiquire Carneiro (médico) c.c. Neréa Costa; Guaraci c.c. Guaraci Medeiros; Erymá  (advogado) c.c. Diva Mascarenhas (cas.1) e Rose Espíndola (cas.2); Rudá c.c. Ernani Paturi Monteiro; Apalaís; e, Erundi c.c. Ademar Vaz de Carvalho.

Através de outras fontes, sabe-se que o filho Moacyr, nascido[6] em 1896, foi bancário e autor dos livros Octagenário e A Bondade do Meu Avô; Ierecê[7], nascida em 1898, segundo o livro do irmão Erymá foi a primeira moça da pequena burguesia local a trabalhar no comércio, como escriturária do Banco Ribeiro Junqueira; Erymá formou-se em advocacia e contabilidade e foi professor universitário, ex-diretor de Contabilidade do Estado de Minas Gerais, consultor do Sindicato de Contabilistas do Rio de Janeiro, fundador e ex-presidente do Instituto de Organização e Revisão de Contabilidade, conforme Joaquim Custódio Guimarães em seu trabalho sobre os Escritores Leopoldinenses; e, Suikire, médico que exerceu a chefia do ambulatório de crianças do Hospital São João Batista da Lagoa e chefe da enfermaria de crianças do Hospital da Cruz Vermelha. Publicou os livros Roteiro das Mães e, O Cristianismo do Cristo.

Luiz Eugênio Botelho, já citado, declarou que o professor Juvenal Carneiro se tornara figura de destaque nos meios sociais leopoldinenses pela sua honradez, capacidade de trabalho e pelo seu espírito de iniciativa. Foi professor de geografia e de contabilidade comercial no Ginásio Leopoldinense.

Ainda segundo Erymá, Juvenal foi proprietário de duas escolas: Curso Comercial Afonso Vizeu para os rapazes e Curso Comercial Rodolfo de Abreu, para as moças, ambos na Rua Cotegipe, em Leopoldina, quase em frente à residência da família.

Escreveu as seguintes obras: Geografia; Aritmética Comercial e Tratado Prático de Máquinas de Escrever e Calcular, publicado em 1920; O Guarda-Livros Prático; e, Tratado de Contabilidade, em 6 volumes, sendo 4 publicados em vida e 2 póstumos. E, em parceria com o filho Erymá Carneiro, escreveu Do Lombo de Burro ao Computador, e, Contabilidade Bancária.

Foi tenente do 4º Esquadrão do 5º Regimento da Guarda Nacional de Leopoldina[8]. Durante quinze anos trabalhou como contador da Casa Bancária Ribeiro Junqueira, Irmão & Botelho (depois Banco Ribeiro Junqueira)[9] e como guarda-livros da Casa de Caridade Leopoldinense.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, lecionou no Instituto Lafayete[9] e participou ativamente dos assuntos de interesse dos contabilistas cariocas.

Faleceu, no Rio de Janeiro (RJ) em 1931, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.

Hoje, Juvenal Carneiro empresta seu nome a uma via pública de Leopoldina que, partindo da Rua Vinte e Sete de Abril, em frente ao prédio da antiga fábrica de tecidos, segue na direção do Córrego do Feijão Cru e Rua Manoel Lobato.

Por hora a carga está de bom tamanho. O Trem de História faz mais uma parada para reabastecimento, mas promete seguir viagem e trazer uma filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro, Maria da Glória, na próxima edição. Até lá!


Fontes Consultadas:

1 – BOTELHO, Luiz Eugênio. Leopoldina de Hoje… e de Ontem. 1 ed. Leopoldina: do autor, 1967.  p. 134

2 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 135v termo 20.

3 – REZENDE, Oswaldo. Genealogia das Tradicionais Famílias de Minas. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1969. p. 80 nº 10.

4 – O Paiz (Rio de Janeiro), 10 set 1926, ed 15301 p. 4 e Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) 12 dez 1926, ed 355, p. 14

5 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.15

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 06 bat fls 181v termo 677

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 08 bat fls 51v termo 90.

8 – Diário Oficial da União, 1897 10 dez seção 1 p. 4

9 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976, p.18 e 56

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 334 no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2017

  • Share on Tumblr

79 – Antonio Teodoro de Souza Carneiro

O Trem de História de hoje traz mais um personagem pouco lembrado na cidade: Antonio Teodoro de Souza Carneiro. Resgatar a sua história e de parte da sua família é o objetivo.

Embora o livro do neto Erymá[1] não contenha menção à sua passagem pela cidade, pois cita apenas que a viúva Amanda foi proprietária de uma pequena loja de armarinho  em Leopoldina, é certo que Antonio Teodoro era negociante[2] em Leopoldina em 1885. A confirmar tem-se a informação de que por volta de 1880 era proprietário[3] do Hotel Carneiro, situado na Rua Primeiro de Março, em Leopoldina. Conforme dissemos em nosso livro Nossas Ruas, Nossa Gente, a rua Primeiro de Março chamou-se anteriormente rua Direita e compreendia as atuais Gabriel Magalhães e Lucas Augusto.

É sabido, também, que em agosto de 1878 foi eleito[4] vereador e em 08.03.1881 era 1º suplente[5] em Leopoldina. Entre 1885 e 1887 tinha negócios em Itapiruçu, atualmente município de Palma (MG), na época ainda distrito de Leopoldina. Informação que se confirma com o instrumento público de 24 de setembro de 1887, onde ele nomeia procurador[6] para solucionar pendência no Rio de Janeiro.

O que ainda não se tem documentado é de onde teria vindo. Embora tudo leve a crer na possibilidade de ter aqui chegado procedente do interior do estado do Rio de Janeiro ou mesmo da “Corte”, como era conhecida a atual capital daquele estado.

Sabe-se que Antonio Teodoro casou-se a primeira vez com Maria Madalena Coimbra e dessa união teve dois filhos que teriam nascido em Santo Antônio de Pádua. Em segundas núpcias uniu-se a Amanda Malvina de Andrade, com quem teve filhos nascidos em Leopoldina a partir de 1877, sendo que os três mais velhos haviam nascido na Freguesia de São José do Rio Preto. Ainda não foi esclarecida qual seria esta Freguesia de São José, já que as informações são conflitantes, ora remetendo para São José das Três Ilhas que também se chamou São José do Rio Preto, ora para o atual município de Rio Preto (MG) ou cidades vizinhas, na bacia do Rio do Peixe. O neto Erymá informa que o pai dele, Juvenal Carneiro, teria nascido no Turvo que é a atual cidade de Andrelândia (MG), próxima a Rio Preto (MG).

Dentre os nascidos em São José do Rio Preto estaria Maria da Glória Carneiro, segunda esposa de Achilles Hercules de Miranda, casal que se abordará adiante. E Juvenal Carneiro, que se casou com Honorina Antunes Vieira e durante muitos anos viveu e trabalhou em Leopoldina, de quem também se ocupará oportunamente.

Antonio Teodoro e Maria Madalena Coimbra tiveram os filhos: José de Andrade Carneiro nascido por volta de 1866; e, Clara Clarinda Carneiro nascida em Santo Antonio de Pádua (RJ) e falecida antes de 1894 c.c. Luiz Henrique Delfim e Silva[8] em 1879. Luiz Henrique nasceu em 1858 em Leopoldina e faleceu[9] em 1930 no distrito de Ribeiro Junqueira. Era filho de Henrique Delfim Silva e Floriana Inocência de Souza Werneck, sendo neto materno de Ignacio de Souza Werneck e Albina Joaquina de Lacerda, formadores da fazenda Benevolência, nas proximidades da antiga estrada para Cataguases.

Do segundo casamento com Amanda Malvina, Antonio Teodoro teve os filhos: Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro, nascido[1] em 1871; Maria da Glória Carneiro; Alice Carneiro; Antonio nascido por volta de 1877 e falecido[10] em 1882, em Leopoldina como os seus irmãos mais novos; Teolinda nascida[11] em 1880; Flausina nascida em 1881 e falecida[12] em.1882; Gabriel nascido em 1882 e falecido[13] em 1883; Ubaldina nascida[14] em 1884; Maria das Mercês nascida[15] em 1886; e, Lúcia Amanda nascida[16] em 1887.

Antonio Teodoro faleceu[17] em Angaturama, município de Recreio (MG).

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo Jornal ele continuará com a família do Antonio Teodoro. Trará a história e a família de Juvenal Carneiro.

Aguardem!


Fontes consultadas:

1 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.10

2 – Almanaque de Leopoldina, (Leopoldina: s.n., 1886), fls 88

3- RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. fls 130

4 – A Actualidade (Ouro Preto) 02.10.1878, Ed. 101, p. 1

5 – Livro de Juramento e Posse de autoridades diversas – 1877-1894, fls 10verso

6 – Cartório de Notas de Itapiruçu – 01 a 10/1887, fls 42

7 – Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX.

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 23 termo 56

9 – Cemitério de Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG, datas de nascimento e óbito na lápide do túmulo.

10 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), folhas 10 sepultura 241

11 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 20 termo 177

12 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 7 sep 185. E O Leopoldinense (Leopoldina, MG, 1879 – ?), 1882, ed 3, 8 de janeiro, p. 3

13 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 12 sep 379

14 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 112 termo 1057

15 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 148v termo 1422

16 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 03 bat fls 12v termo ordem 102

17 – Gazeta de Leopoldina, 13 fev 1893, ed 43, , p. 3, proclama de casamento do filho indica o local

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 333 no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2017

  • Share on Tumblr

78 – A família de Hamilton Vasconcelos

Como na música Encontros e Despedidas do genial Milton Nascimento, “São só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida….” O Trem de História segue hoje a mesma viagem com o mesmo Hamilton Vasconcelos da viagem anterior.

Em pesquisas realizadas no Cartório de Piacatuba, chegou-se ao registro e ao processo de casamento de Hamilton com Arlete Barbosa. Verificou-se que em 1943 ele atuou como Escrevente Juramentado e Autorizado do Registro Civil, sendo substituído no dia 13 de agosto daquele ano pelo Escrivão Fabio Tavares Rocha.

Sua esposa, Arlete, era filha de Eduardo Pires Barbosa e Francisca Barbosa de Moraes, nascida no dia 05 julho de 1905. E eles se casaram no dia 02 de maio de 1925.

Hamilton faleceu no dia 20 de agosto de 1964, em Leopoldina, onde foi sepultado.

Quanto aos seus antepassados, sabe-se que seu pai, Francisco Alberto Lopes de Vasconcelos, era filho de Guilherme Alberto de Vasconcelos e Engracia Adelaide Lopes. O casal que teve pelo menos mais um filho, além de Francisco Alberto, de nome Emílio, o qual se casou com Maria Lacerda de Castro no dia 19 de maio de 1923 em Leopoldina, MG[1]. Ela, filha de Inácio de Lacerda Leal e Honorina de Castro Lacerda.

Vale lembrar que Maria Lacerda era viúva de Teodolindo Rodrigues, filho de Paulino Augusto Rodrigues e Umbelina Cândida de Gouvêa. Segundo informações orais ainda não confirmadas, Maria e Emilio Vasconcelos residiram na Laginha, no distrito de Piacatuba, possivelmente em terras da Fazenda do Banco que pertenceu a Paulino Rodrigues.

Segundo anotações que serviriam de base para o registro civil de um de seus filhos, Francisco Alberto casou-se em Rio Claro, RJ, com Ana Francisca Nunes, filha de José Nunes Muniz e Laurinda Ferreira.

Francisco Alberto foi Escrivão em Piacatuba e as mais antigas referências sobre ele datam de 1897. Segundo os livros de registro do Cartório, diferentemente das informações orais que se obteve, Francisco Alberto não foi o primeiro oficial daquele tabelionato, instalado em 15 de dezembro de 1888. Na verdade o primeiro a ocupar o cargo foi Apolinário José de Carvalho e pelo menos mais duas pessoas antecederam a Francisco Alberto. Em 1896 o Escrivão era Emílio Guimarães e no ano seguinte era Adolpho Hufnagel. E o primeiro lançamento assinado por Francisco Alberto é de 05 de setembro de 1897.

Quanto aos seus descendentes, sabe-se apenas que Francisco Alberto Lopes de Vasconcelos e Ana Francisca Nunes tiveram os seguintes filhos nascidos em Piacatuba: Oscar, nascido[2] em 1899; Hamilton, nascido[3] em 1902; Otacilio, nascido[4] em 1903; Tacito, nascido[5] em 1904; e, Cícero, nascido[6] em 1908. Além destes, teriam sido pais de Engracia, falecida[7] em Ribeiro Junqueira em 1897.

O trem de história fica por aqui. No próximo Jornal tem mais. Aguardem.


Fontes:

[1] Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 4 cas fls 328 termo 30.

[2] idem, lv supl bat Piacatuba fls 142v termo 1093.

[3] Cartório de Registro Civil de Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 6 cas, folhas 7.

[4] Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv supl bat Piacatuba fls 164 termo 1191.

[5] idem fls 182 termo 1381.

[6] Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 03 bat fls 16.

[7] Cartório de Registro Civil de Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG, lv 2 óbitos fls 44.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 332 no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2017

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Share on Tumblr