Arquivos da categoria: Expedicionários Leopoldinenses

Textos extraídos de pesquisa de José Luiz Machado sobre os leopoldinenses convocados para a Segunda Guerra Mundial.

Expedicionários Leopoldinenses – De Felício a Geraldo Rodrigues

Logomarca da coluna Trem de História

12 – FELÍCIO MENEGHITE. A certidão passada pela Secretaria Geral do Exército em 26.08.67 informa que este soldado foi incluído como voluntário em 01.03.42 e permaneceu no 12º Batalhão de Caçadores até 23.01.45.

Participou de comboio marítimo a bordo do navio Itapura entre os portos de Vitória (ES) e Caravelas (BA). Pela mesma certidão, de acordo com o aviso nº 972, de 16.11.43, esteve a serviço no Arquipélago de Fernando de Noronha. Informações verbais de familiares dão conta de que Felício esteve na Itália, no final da Guerra, embora não se tenha logrado êxito nas buscas de documentos que comprovassem essa viagem.

Registre-se que o sobrenome de Felício no Certificado de Reservista de 1ª categoria nº 173764, do Ministério da Guerra, 4ª Região Militar, 12º Batalhão de Caçadores, emitido em Vila Velha (ES) em 31 de janeiro de 1945 consta como sendo Meneguite.

Felício era um dos filhos do casal Ermenegildo Meneghetti, nascido em Campolongo Maggiore (Itália) em 28.07.1881 e Genoveffa Calzavara, filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantabulo. Por parte de pai era neto dos imigrantes italianos Sante Meneghetti e Regina Formenton, casal cujo filho mais velho, de nome Felice Augusto, foi proprietário do lote nº 09 da Colônia Agrícola da Constança.

13 – GERALDO GOMES DE ARAÚJO PORTO. O nome deste Expedicionário aparece no Diário de Notícias(1) com a informação de que foi soldado da 6ª Cia do 2º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou no porto do Rio de Janeiro (RJ) no dia 17.09.45 do navio General Meigs. Ainda no mesmo jornal consta a informação de que nesta viagem, procedente de Francoline, na Itália, o navio trouxe 5.312 homens. Gentil Palhares também o relaciona dentre os soldados da 6ª Cia do 11º RI. E nos arquivos da ANVFEB, o soldado 1G 292.445 está entre os que embarcaram para a Itália com o 11º RI em 22.09.44. Infelizmente não foi possível coletar até agora outros dados pessoais, uma vez que não foram localizados os seus familiares.

14 – GERALDO RODRIGUES DE OLIVEIRA. Sabe-se por documentos do arquivo da família que Geraldo Rodrigues de Oliveira foi convocado para a Guerra em 09.04.43. No Exército chegou ao posto de 3º sargento e participou do grupo de Artilharia de Dorso que patrulhou a costa brasileira. A bordo do navio Itaquera partiu do Rio de Janeiro (RJ) para Caravelas (BA) onde permaneceu até 30.08.45, conforme certidão reg. nº 53739/99-DIP, do Ministério da Defesa – Exército Brasileiro, datada de 20.09.99.

Geraldo nasceu a 16.06.1921 no Sítio Puris, no Bairro da Onça, propriedade da família desde os tempos do seu avô. Foi contabilista, bancário, securitário, pecuarista e participou ativamente da vida social da cidade. Era casado com Dalva Rodrigues de Oliveira com quem teve os filhos: Elisabete, Roberto, Pedro Paulo, Maria Leonor, Fernando e Carlos. Faleceu em 15.06.1995, no Rio de Janeiro (RJ) e foi sepultado em Leopoldina.

Como curiosidade, vale registrar que os arquivos da ANVFEB registram a existência de um soldado, também de Minas Gerais, homônimo do sargento Geraldo Rodrigues de Oliveira, que participou da Segunda Guerra.

O Trem de História de hoje fica por aqui. No próximo vagão ele trará Itamar José, João Esteves e João Vassali. Até lá.

Itamar José Tavares, o penúltimo à direita, na última fila.

Notas:

(1) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 13 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07022.pdf>.  Acesso em 08 jan 15.

(2) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.484.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses – De Eloi a Expedito

Logomarca da coluna Trem de História

O Trem de História de hoje trata dos três nomes de expedicionários leopoldinenses iniciados com a letra “E”. Vejamos.

09 – ELOI FERREIRA DA SILVA FILHO. O Diário de Notícias(1) informa que o soldado nº 1G 293822 da 8ª Cia do 3º Batalhão, do 11º Regimento de Infantaria participou da Guerra no período de 06.10.1944 a 04.09.1945. Retornou da Itália no navio General Meigs que atracou no porto do Rio de Janeiro, no dia 17.09.45. Documentos da família registram que em 15.08.46 ele recebeu Medalha e Diploma de Campanha como integrante da FEB. Recebeu, também, Diploma pela passagem do Equador durante a Segunda Guerra e Certificado de que serviu na Itália, expedido pelo Ministério da Guerra, datado de 30.09.45. Foi reformado como 2º Sargento.

Eloi era filho de Eloi Ferreira da Silva e de Idalina Antonia de Jesus. Nasceu 28.07.1918 em Santo Antonio do Aventureiro. Ainda garoto mudou-se para a Fazenda Santa Rita, em Leopoldina. Casou-se com Maria Abrão com quem teve os filhos José Eloi e Celso Luiz Abrão da Silva, que ainda hoje cuidam das terras que pertenceram ao avô, nas proximidades da Estação Ferroviária de Vista Alegre. Faleceu em 13.07.2003.

10 – EUBER GERALDO DE QUEIROZ tem seu nome grafado como EULER, na relação do livro de Kléber Pinto de Almeida.Nos arquivos da ANVFEB consta que o sargento Euber, 4G 70.922, embarcou para a Itália com o Centro de Recompletamento do Pessoal em 08.02.45. Paula Pinto(2) o relaciona como natural de Minas Gerais, falecido em combate no dia 14.04.45, em Montese, Itália. Mascarenhas de Moraes (3) o menciona entre os sargentos do 6º Regimento de Infantaria mortos em combate

Para Aluízio de Barros (4), o 3º sargento era filho de Galdino Pedro de Queiroz e de Judite Teixeira de Queiroz. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 1ª Classe. E no decreto que lhe concedeu a última condecoração, lê-se que agiu com bravura na ocupação da elevação II de Serrete, no dia 14.04.45, quando seu pelotão teve que atravessar a zona batida violentamente pelo inimigo por fogo de artilharia. Após ter indicado o procedimento necessário a cada subordinado, lançou-se resolutamente à frente do seu grupo, na direção do objetivo, tendo os seus homens atingido a linha fixada. Entretanto foi atingido mortalmente por uma granada inimiga, tombando heroicamente e dando aos seus homens um magnífico exemplo de bravura e desprendimento. Seu nome ficará sempre ligado à ocupação de II Serrete e estará sempre entre os bravos que lutaram pela liberdade e por um mundo melhor.

11 – EXPEDITO FERRAZ, segundo registra o Diário de Notícias(5), pertenceu à 3ª Cia do 1º Batalhão do Depósito do Pessoal do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou do navio General Meigs, no porto do Rio de Janeiro (RJ), no dia 17.09.45. Nos arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG), consta que o cabo 4G 107.596 embarcou para a Itália com o Centro de Recompletamento do Pessoal em 08.02.45. Ainda na mesma Associação colheu-se a informação de que ele nasceu em Piacatuba, em 12.09.1921 e faleceu em 02.01.2000, sem deixar descendente declarado. Era filho Basílio Ferraz e Clarice Barbosa.

General Meighs, navio que transportou tropas brasileiras na Segunda Guerra Mundial

No próximo número embarcarão para esta viagem os Expedicionários Leopoldinenses a partir da letra “F”. Aguardem. Ainda faltam muitos. Nem chegamos à metade da relação.

Notas:

(1) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>. Acesso em 12 jan. 15.

(2) PINTO, Henrique de Moura Paula. Lista detalhada dos Mortos da F.E.B na Campanha da Itália. Publicado em 15 jul. 2012. Disponível em <http://henriquemppfeb.blogspot.com.br/2012/07/lista-detalhada-dos-mortos-da-feb-na.html>. Acesso em 22 jul. 12.

(3) MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2.ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 334.

(4) BARROS, Aluízio de.  Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália. Rio de Janeiro: Bruno Buccini, 1955. p.78.

(5) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Matéria citada.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses: de Aristides a Derneval

Logotipo da coluna Trem de História

A viagem continua e o Trem recolhe a história de mais três Expedicionários Leopoldinenses: Aristides, Celso e Derneval.

06 – ARISTIDES JOSÉ DA SILVA, segundo Henrique Pinto(1) foi o soldado 1G 271.466, do 1º RI, era natural de Leopoldina e faleceu aos 29.11.45, em Bombiana, Itália. Pelos arquivos da ANVFEB, Aristides, embarcou para a Itália em 22.09.44 com o 1º RI e ficou fora de combate a partir de 24.01.45. O pesquisador Aluízio de Barros(2) registra que Aristides era filho de Antonio José e Inês Francisca e que foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. Mascarenhas de Moraes(3) o relaciona como um dos 457 mortos e extraviados na campanha da Itália.

Cemitério da FEB na Italia

07 – CELSO BOTELHO CAPDEVILLE, Segundo a ANVFEB, o soldado 1G 295.026 embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o mesmo Regimento em 22.08.45. Gentil Palhares(4) o relaciona como soldado da Cia de Serviços do 11º RI.

Sobre sua vida fora do quartel apurou-se que em 1967 era gerente de agência da Caixa Econômica Federal na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Pela Portaria(5) do Ministério da Fazenda, nº 663, de 13.10.67 foi transferido para agência Visconde de Itaboraí, no centro da cidade, no mesmo cargo.

Apurou-se que(6) nasceu(8) no dia 25 de abril de 1921, filho de Nestor Capdeville e Luisa Hermínia Botelho. Neto paterno do francês Batista Capdeville e de Maria Albuquerque, sendo esta filha de José Antonio Albuquerque e Patrocínia Maria Conceição, Celso era neto materno de Luiz Botelho Falcão e de Emilia Antunes.

Celso casou-se com Elza Guimarães Antunes(8) no dia 14 de novembro de 1941,no Rio de Janeiro e com ela teve duas filhas: Luísa Hermínia e Ângela. Elza era filha de Antonio Bento Antunes e Djanira Reiff Guimarães, nascida em Recreio no dia 1 de agosto de 1901.

08 – DERNEVAL VARGAS Aparece em todas as relações de expedicionários leopoldinenses, talvez por ter sido um dos que mais lutaram, na cidade, pelos interesses dos colegas de farda. Inclusive, segundo o Sr. Pedro Medeiros, foi um dos que lutaram por dar nome à Avenida dos Expedicionários por ter sido ali o caminho, pelo Trem da Leopoldina, por onde os Expedicionários partiram e retornaram para Leopoldina.

Segundo os arquivos da ANVFEB, o cabo 1G 262.664 embarcou para a Itália com o 1º RI em 22.09.44 e retornou com o mesmo Regimento em 22.08.45.

Derneval nasceu a 13.02.1921. Era filho de João Vargas Corrêa Filho (Janjão) e Ilarina Machado Gouvêa. Neto paterno de João de Vargas Corrêa e Altina Maria Vargas. Por esta linha descendia de um dos casais pioneiros de Leopoldina: Francisco de Vargas Corrêa e Venância Esméria de Jesus. Seu bisavô paterno era filho de Francisco de Vargas e de Teresa Maria de Jesus. Sua avó era filha de outro pioneiro, Antônio Rodrigues Gomes Filho e Rita Esméria de Jesus, ele, filho de Antônio Rodrigues Gomes e Jacinta Rosa de Jesus e ela filha do “comendador” Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Neto materno de José Vital de Oliveira e Mariana Custódia de Moraes, ele filho de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e Maria Carolina de Moraes e Mariana filha de João José Machado e Ana Venância da Silva. Casou-se com Maria Auxiliadora Machado Vargas, nascida em 04.09.26 e falecida em 26.01.91, com quem teve sete filhos. Derneval faleceu em 15.02.1985. Foi Avaliador Judicial, comerciante, delegado de polícia e participou da vida social de Leopoldina.

Hoje Derneval empresta seu nome ao logradouro que fica no entroncamento das ruas Nilo Colona dos Santos, Dário Lopes Faria e Clóvis Salgado Gama, no bairro São Cristóvão.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Mas no próximo número tem mais. Até lá.

Notas

(1) PINTO, Henrique de Moura Paula. Lista detalhada dos Mortos da F.E.B na Campanha da Itália. Publicado em 15 jul. 2012. Disponível em <http://henriquemppfeb.blogspot.com.br/2012/07/lista-detalhada-dos-mortos-da-feb-na.html>. Acesso em 22 jul. 12.

(2) BARROS, Aluízio de.  Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália. Rio de Janeiro: Bruno Buccini,  1955. p.89.

(3) MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2.ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 333.

(4) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.464.

(5) MINISTÉRIO da Fazenda. Portaria nr 663 de 13 out 1967. Diário Oficial, seção I, parte II, ano X, nr. 8, 18 jun 1959, p. 49. Disponível em <http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2794353/pg-49-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-11-01-1968>. Acesso em 01 jan. 15.

(6) ALBUQUERQUE, Pedro Wilson Carrano. Os Albuquerques de Angustura. Publicado em 02 julho 2000. Disponível em <www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=232&cat=Ensaios>. Acesso em 29 jan. 15.

(7) RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p.63.

(8) Após a publicação desta coluna, recebemos informações complementares de Pedro Wilson Carrano Albuquerque que foram acrescidas nesta edição virtual.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses: de Aloisio a Antonio Vargas

Logomarca da coluna Trem de História

Da vez anterior falou-se apenas sobre primeiro nome da relação dos Expedicionários Leopoldinenses: Adilon Machado. Hoje, seguindo a ordem alfabética, o Trem de História continua a viagem e apresenta os dados biográficos de mais quatro conterrâneos que participaram da Guerra.

02 – ALOISIO SOARES FAJARDO cujo nome consta do monumento existente na Avenida dos Expedicionários(1). Por informes verbais sabe-se que fez parte do contingente que se ocupou do patrulhamento da costa brasileira, embora as buscas realizadas não tenham conseguido outras informações sobre sua participação na Guerra.

Aloisio nasceu (2) no dia 25 de agosto de 1921, em Leopoldina. Era filho de Joaquim Honório Fajardo e Maria da Assunção Soares. Seus avós paternos, Joaquim Fajardo de Melo Campos e Guilhermina Balbina, de tradicionais famílias de Piacatuba. Seus avós maternos foram Antenor de Souza Soares e Rosa Amália. Casou-se com Maria Assunção, com quem teve os filhos: José Antônio, Iran, Maria de Fátima, Aloisio e Arapuan.  Faleceu em Juiz de Fora no dia 05.06.90.

Após a Guerra, trabalhou como bancário e foi colaborador frequente da Gazeta de Leopoldina. Idealizou e fundou, junto com Oldemar Montenari, a Sopa da Fraternidade, no Centro Espírita Amor ao Próximo, em Leopoldina.

03 – ANTONIO DE CASTRO MEDINA, pelos arquivos da ANVFEB, portava a identidade TO-138. Embarcou para a Itália com o 11º RI, incorporado ao Depósito de Pessoal no dia 23.11.44 e retornou em 03.10.45.

Seu Certificado de Reservista de 1ª categoria nº 22502, do Ministério da Guerra – FEB, de 15.10.45, registra que ele esteve no Teatro de Operações da Itália no período de 23.11.44 a 20.09.45, tendo sido, em 15.10.45, licenciado do serviço ativo. Recebeu a Medalha de Campanha concedida conforme Diploma emitido pela FEB em 15.09.48. É membro honorário do IV Corpo do Exército Americano segundo o diploma emitido pela ANVFEB por transcrição da autorização contida no Boletim Interno nº 164, de 27.06.45, da 1ª Divisão de Infantaria Divisionária. Em 14 de abril de 2003, através da ANVFEB, recebeu cidadania honorária de Montese – Itália. Retornou da Itália em 17.09.45 no navio General Meigs.

Antonio Medina nasceu nas terras do município de São João Nepomuceno no dia 07.02.1918 e viveu em Argirita, antigo distrito de Leopoldina, quando voltou da Guerra. Casou-se em 30.12.46 com Argentina Gonçalves Medina e com ela teve os filhos: Antonio José, Alberto, Alaor, Anderson, Alda, Ana Lúcia, Alcimar e Alfredo. Faleceu no dia 11.04.2015.

04 – ANTONIO NUNES DE MORAIS consta nos arquivos da ANVFEB – Associação Nacional dos Voluntários da FEB, Juiz de Fora (MG) como o soldado 1G 294.410. Embarcou para a Itália com o 6º RI em 02.07.44 e retornou com o mesmo Regimento Ipiranga em 18.07.45. A mesma fonte registra que ele nasceu em Argirita em 25.10.1915. Casou-se com Deolinda Cândida de Morais, nascida em 17.11.27, com quem teve os filhos: Wanda Maria, Paulo Sérgio, Antonio Filho, Luiz Carlos, Eliziário, Maria Celeste e Angela Cecília.

05 – ANTONIO VARGAS FERREIRA FILHO tem seu nome no monumento da Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima acima citada. Informações de familiares dão conta de que era carinhosamente tratado por “Antonio Dezoito” e que participou do patrulhamento da costa brasileira. Na década de 1980, trabalhou como mecânico em unidade do Exército Brasileiro, em Juiz de Fora (MG).

Antonio era descendente de Joaquim Ferreira Brito (3), do grupo dos principais formadores do Arraial do Feijão Cru. Casou-se com Balbina Borella Zangali (Sangalli). Faleceu em 14.08.14. Antonio e Balbina foram pais de: José Heleno, Osvaldo, Maria do Carmo, Antonio Carlos e João Batista Zangali (Sangalli) Vargas.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo Jornal a viagem continua.

Notas

(1) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(2) RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p.21.

(3) CANTONI, Nilza. Família Ferreira Brito: personagens da História de Leopoldina. 3. ed. Publicado em  19 nov. 2011. Disponível em <http://www.cantoni.pro.br/f_brito/pafg81.htm>. Acesso em 09.01.15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses – Adilon Machado

Logotipo da coluna Trem de História.

A relação dos expedicionários leopoldinenses, conforme ficou dito na edição anterior, reúne os que participaram da Segunda Guerra Mundial, seja nos campos da Itália ou no patrulhamento da costa brasileira onde morreram mais brasileiros do que nos campos europeus.

O Trem de História de hoje começa a contar um pouco sobre a vida de alguns combatentes sem qualquer pretensão de fazer apologia à Guerra ou, julgar se ela foi justa ou injusta. Pretende, unicamente, falar do cidadão que foi uniformizado e mandado para a frente de defesa ou ataque. E que em muitos casos não voltou ou trouxe consigo as mazelas de uma guerra. Este cidadão que perdeu parte de sua juventude lutando contra um inimigo que não era seu, mas de seu país, é o foco da pesquisa.

Quando nada para que as gerações futuras possam contar aos mais novos, sem amarras ideológicas, que um dia o Brasil, num determinado contexto político e governamental, se envolveu num conflito mundial e, sem grandes recursos e prática (1), juntou civis e militares para criar a Força Expedicionária Brasileira que cuidaria de defender o território nacional. Nas unidades militares então formadas estavam 2947 mineiros (2) e destes, pelo menos mais de três dezenas eram leopoldinenses. Conterrâneos que num passado não muito distante lutaram e alguns morreram pelo país e, hoje, setenta anos depois, a cidade pouco se lembra deles.

Foram inicialmente considerados os nomes citados por Kléber Pinto de Almeida (3), os constantes no monumento existente na Avenida dos Expedicionários, no Bairro Bela Vista, em Leopoldina, e os pesquisados por alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4).

A partir destas três listagens foram consultadas outras fontes, sendo fundamentais as informações colhidas na imprensa periódica da época do conflito, bem como nos arquivos da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – ANVFEB, unidade de Juiz de Fora, MG e em alguns arquivos de familiares.

O primeiro da relação é ADILON MACHADO.

Um nome que aparece na relação do monumento na Avenida dos Expedicionários como Odilon Machado. No trabalho dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4) ele consta como sendo Adilson Machado.

Adilon nasceu a 23.05.1919 e faleceu no dia 26.10.2001, em Leopoldina. Era filho de Francisco Custódio Machado e Rita Morais Machado e casou-se com Odete (5) Werneck de Souza, natural de Dona Euzébia (MG), filha de Américo Werneck de Souza e Maria Madalena Pinto. Adilon e Odete foram pais de Francisco de Assis, Lúcia Maria, Adilson, Rita Maria, Antonio Carlos, Sebastião Celso, Alchindar, Edilson e José Renê.

Por certidão (6) de 30.07.85 verifica-se que Adilon foi incorporado ao Exército em 01.03.41 e excluído em 22 de novembro do mesmo ano. Foi reincluído por convocação de 10.04.43 e atuou na proteção da costa brasileira a bordo do navio Itaquera, entre o porto do Rio de Janeiro e Caravelas, na Bahia, tendo participado efetivamente de operações bélicas até 21.10.43. Em 15.03.92 recebeu o diploma da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, em Juiz de Fora (MG).

Segundo informe da Prefeitura (7) Adilon Machado empresta seu nome ao Centro Municipal de Educação Infantil – CEMEI no distrito de Ribeiro Junqueira, onde foi produtor rural e residiu durante toda a sua vida.

Notas

(1) MIRANDA, Francisco. 70 Anos da Tomada de Monte Castelo. A Batalha que Euclides da Cunha não viu. Disponível em <https://chicomiranda.wordpress.com/tag/soldados-brasileiros>. Acesso em 01 jan. 2015.

(2) MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2.ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 401.

(3) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101

(4) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p.122

(6) Ministério do Exército, Certidão do Departamento Geral do Pessoal, Diretoria de Cadastro e Avaliação.

(7) OLIVEIRA, Paloma Rezende de. História das Escolas – Leopoldina – Trajetórias e memórias das instituições escolares de Leopoldina/MG. Disponível em <http://historia-das-escolas-de-leopoldi.webnode.com/products/cemei-adilon-machado/>. Acesso em 08 mar. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses: o início

Logomarca da coluna Trem de História no jornal Leopoldinense

O Brasil participou da Segunda Guerra Mundial (1) a partir de agosto de 1942, quando efetivamente reconheceu o estado de beligerância, até 08 de maio de 1945, considerado o Dia da Vitória. Contam, os que registraram os acontecimentos da época, que as tropas foram reunidas no Rio de Janeiro de onde embarcaram com destino ao Teatro de Operações na Itália ou, aos destinos indicados para proteção da costa brasileira.

Vale explicar que, para formar a Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária (2), juntaram-se as unidades já existentes no Exército Brasileiro na forma seguinte:

– Infantaria: 1º R.I (Regimento Sampaio) do Rio de Janeiro (RJ); 6º R.I. (Regimento Ipiranga) de Caçapava (SP); 11º R.I. (Regimento Tiradentes) de São João Del Rei (MG).

– Artilharia: 1º Grupo do Regimento de Obuzes Auto-Rebocado, criado no Rio de Janeiro (RJ); 1º Grupo do 2º Regimento de Obuzes Auto-Rebocado, constituído com elementos do 6º Grupo de Artilharia de Dorso, de Quitauna (SP); 2º Grupo de Artilharia de Dorso, do Rio de Janeiro (RJ); Grupo Escola do Rio de Janeiro (RJ) que, motorizado, se transformou em Grupo de 155 Auto-Rebocado. – Engenharia: 9º Batalhão de Engenharia de Aquidauana (MT).

– Cavalaria: Esquadrão de Reconhecimento do Rio de Janeiro (RJ), organizado pelo 2º Regimento Moto-Mecanizado.

– Saúde: 1º Batalhão de Saúde, criado em Valença (RJ).

– Tropa Especial: Companhia do Quartel General, Companhia de Transmissões, Companhia de Manutenção e Companhia de Intendência, todas do Rio de Janeiro (RJ).

– Órgãos não Divisionários: Um Depósito de Pessoal.

Com estas unidades reunidas, formou-se o contingente enviado para a Itália no total de mais de 25 mil militares e civis e um número ainda desconhecido de brasileiros que foi empregado na proteção da costa brasileira, em razão da sua extensão e da necessidade de manter minimamente operando o comércio com o resto do mundo. Nesta operação de guerra, seja na Itália ou no patrulhamento do Atlântico, mais de três dezenas de leopoldinenses estiveram diretamente envolvidos. Estes combatentes são conhecidos como Expedicionários por terem feito parte da Divisão de Infantaria Expedicionária Brasileira.

Importante esclarecer que se entende por Expedicionário todo militar que atuou nos campos da Itália ou na guarnição da nossa costa. Visão que se apoia na literatura pesquisada e em histórias contadas como as do livro das jornalistas Belisa Monteiro, Dérika Kyara e Letícia Santana (3), esclarecendo a convocação de militares e civis para defesa do litoral brasileiro, mostrando que suas tensões foram semelhantes às vividas pelos que cruzaram o Atlântico. Além do que, muitos dos que ficaram no Atlântico pertenciam a unidades existentes no Exército Brasileiro antes da Guerra, as quais foram reunidas para formar a Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária (4). Isto é, faziam parte do mesmo Exército.

Segundo Palhares (2), na costa brasileira foram bombardeados 32 navios nacionais entre janeiro de 1942 e julho de 1944, tendo chegado a 1081 o número dos mortos nas atividades costeiras, enquanto 457 perderam a vida nos campos da Itália(4).

Hoje o Trem de História inicia uma série de artigos que pretende contar um pouco sobre os leopoldinenses que estiveram nestas missões, como forma de homenageá-los pela passagem do 70º aniversário do fim daquele conflito. Do que conseguimos apurar até o momento, foram eles: 01 – Adilon Machado; 02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho; 06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas; 09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz; 12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira; 15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali; 19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto; 22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira; 25 – Mário Castório Fontes Britto; 26 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues; 27 – Nelson Pinto de Almeida; 28 – Orlando Pereira Tavares; 29 – Oscar Nunes Cirino; 30 – Paulo Monteiro de Castro; 31 – Pedro Medeiros; 32 – Pedro Rezende de Andrade; 33 – Pedro Silva Santos; 34 – Wenceslau Werneck.

Hoje, ficamos por aqui. Na próxima edição a história continua.

Notas:

(1) BENTO, Claudio Moreira. A Participação das Forças Armadas e da Marinha Mercante do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1942-1945). Volta Redonda, RJ: Gazetilha, 1995. Disponível em <http://www.ahimtb.org.br/FAMM2GM.htm>. Acesso em 03 fev. 15.

(2) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.456.

(3) BELÉM, Euler de França. Livro resgata história de pracinhas goianos que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Jornal Opção, Goiânia, GO, ed 1984, 14 jul. 2013. Disponível em <http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/livro-resgata-historia-de-pracinhas-goianos-que-lutaram-na-segunda-guerra-mundial>. Acesso em 31 dez. 14.

(4) BARROS, Aluízio de.  Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália. Rio de Janeiro: Bruno Buccini, 1955. p. 403.

Luja Machado – Membro da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16  de maio  de 2015

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Share on Tumblr