Arquivos da categoria: Genealogia

Estudos genealógicos sobre as famílias povoadoras de Leopoldina e seus descendentes.

107 – Os ascendentes maternos de Paulino Rodrigues

Conforme anunciado no artigo anterior, hoje o Trem de História é dedicado a Mariana Custódia de Moraes, a mãe do personagem principal desta viagem.

Mas, antes, vale um esclarecimento. Na época em que os pais de Paulino se casaram, a Paróquia de São Sebastião da Leopoldina ainda pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. Com isto, muitas fontes eclesiásticas eram para lá encaminhadas e, por razões burocráticas, se encontram indisponíveis para consulta desde o final da década de 1990, como é o caso do processo matrimonial do casal que, ao que se sabe, dependeu de autorização episcopal em virtude de parentesco consanguíneo e de afinidade.

Mariana era filha de José Vital de Moraes, também referido em algumas fontes como Vital Ignacio de Moraes, nascido em Conceição de Ibitipoca por volta de 1822, filho de João Ignacio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Os pais de Anastácia, Vital Antônio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus, casaram-se(1) em Santana do Garambéu no dia 08 de março de 1796. Vital era natural de Conceição de Ibitipoca e Maria Narciza nasceu em Santana do Garambéu, onde seu pai, Bernardo da Costa Mendonça, era proprietário na localidade de Ribeirão dos Cavalos, atualmente pertencente ao município de Ibertioga. Bernardo faleceu(2) em 1811 e é ancestral de vários antigos moradores de Leopoldina, já que foi sogro do “comendador” Manoel Antônio de Almeida.

A mãe de Mariana Custódia de Moraes, Umbelina Cassiano do Carmo, também era natural de Conceição de Ibitipoca, filha de Tereza Maria de Jesus e José Carlos de Oliveira, sendo neta paterna do casal Vital Antonio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus acima citado. Portanto, a avó paterna de Mariana, Anastácia Felisbina, era irmã de seu avô materno, José Carlos de Oliveira, dois dos filhos de Vital Antonio, como se verá no quadro genealógico a seguir.

Os avós paternos de Mariana, João Ignacio de Moraes e Anastácia Feslisbina de Jesus foram pais de: 1- Mariana Carolina de Oliveira cc Justino Marques de Oliveira; 2- José Vital de Moraes cc Umbelina Cassiano do Carmo; 3- Joaquim Ignacio de Moura ou de Moraes cc Eufrasia Raimunda de Jesus; 4- Joaquim Candido da Silva cc Rita Carolina de Oliveira; 5- Ana Olina Bibiana cc Antonio Paulino de Faria; 6- Joaquina Flausina de Jesus cc Antonio José Machado; 7- Antonio Romualdo de Oliveira cc Francisca Carolina de Oliveira; 8- Delfina Honoria de Jesus cc José Alexandre da Costa; 9- José Ignacio de Oliveira cc Maria Messias de Almeida; 10- João Gustavo de Oliveira cc Ana Umbelina do Sacramento; 11- Manoel Ignacio de Oliveira cc Rita Carolina de Jesus; 12- Maria Luiza de Jesus cc Antonio Joaquim Vilas Boas e segunda vez com Joaquim Antonio de Almeida Ramos; 13- Rita Ignacia de Moraes cc Antonio Rodrigues da Silva.

Sabe-se que os filhos de nrs 5, 6 e 10 não migraram para Leopoldina, tendo vivido e falecido em Bias Fortes.

Os avós maternos, José Carlos de Oliveira e Tereza Maria de Jesus, foram pais de: 1- Maria Tereza; 2- Justino; 3- Ana; 4- Umbelina Cassiano do Carmo cc José Vital de Moraes; 5- Rita Tereza de Jesus cc Cassiano José do Carmo; 6- Francisca; 7- Mariana Ignacia de Oliveira cc Antônio José de Almeida Ramos; 8- Domingos Marques de Oliveira cc Ana Antonia de Jesus; 9- Victal; 10- Antonio; e, 11- José Carlos de Oliveira Pires cc Ignacia Carolina de Almeida.

A viagem de hoje termina aqui. Na próxima edição o Trem de História trará o ramo paterno de Paulino Augusto Rodrigues. Aguarde!


Fontes de Referência:

1 – Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, livro de casamentos de Conceição de Ibitipoca 1751-1801, pesquisa de Paulo Ribeiro da Luz.

2 – Museu Regional de São João del Rei, inventário caixa 287.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 359  no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2018

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106 – Paulino Augusto Rodrigues: O início

Esta nova viagem do Trem de História será capitaneada por Paulino Augusto Rodrigues, personagem representativo de uma família que chegou ao Feijão Cru em sua primeira década de existência como povoado.

Seus pais, Mariana Custódia de Moraes e João Rodrigues da Silva, viviam na Fazenda dos Purys, formada por seu avô paterno, Manoel Rodrigues da Silva, nas imediações da Fazenda da Onça, que pertenceu a Bernardino José Machado, bisavô paterno de Paulino.

Para melhor compreensão de como tudo se passou, antes de chegar ao ano de 1870 em que Paulino nasceu, é importante recolher a bagagem relativa a alguns fatos e passageiros que lhe antecederam.

No ano de 1831, quando começava a se formar o povoado do Feijão Cru, a Vila de Barbacena abrangia diversos outros distritos também em formação, alguns deles criados em território que antes pertencia a Santa Rita de Ibitipoca. Num daqueles distritos, então identificado apenas como Santo Antônio, morava a família de Bernardino José Machado e Maria Rosa de Almeida (algumas vezes referida como Maria Ribeiro), ambos naturais de Santa Rita de Ibitipoca. Ele, filho(1) de Antonio José Machado e Izabel Corrêa de Moraes. Ela, filha(2) de Francisco Gonçalves Pereira e Ana Teodora de Almeida.

Sabe-se, hoje, que o distrito de Santo Antônio é a origem do atual município de Juiz de Fora e que a família de Bernardino Machado vivia em território entre os atuais distritos de Rosário de Minas e Paula Lima; que ele era identificado como lavrador e proprietário de 13 escravos e que morava com a esposa, 13 filhos e o genro Manoel Rodrigues da Silva.

Pouco tempo depois, Bernardino José Machado transferiu-se para o Feijão Cru, para onde vieram também parentes seus e de sua mulher. Aqui formou a Fazenda da Onça e seu genro Manoel Rodrigues da Silva, a Fazenda Purys(3).

Segundo o Registro de Terras, as duas propriedades ficavam entre a Fazenda do Feijão Cru Pequeno, de Manoel Antônio de Almeida; a Fazenda Paraíso, então pertencente a Antônio José Monteiro de Barros; a Fazenda Floresta, de Joaquim Antonio de Almeida Gama; e, a Fazenda do Desengano, de Maria do Carmo Monteiro de Barros.

Por hoje acrescenta-se apenas que a Leopoldina que viu nascer Paulino Augusto Rodrigues estava envolvida em mudanças econômico-sociais que seriam determinantes na trajetória deste personagem.

Seis anos antes dele nascer, o município contava(4) com 25.009 habitantes sendo que 2.120 deles habilitados a votar. Em 1862, o município era composto pela sede municipal e pelos distritos da Piedade (Piacatuba), Rio Pardo (Argirita), N.S. das Dores do Monte Alegre (Taruaçu), Madre de Deus do Angu (Angustura), São José do Parahyba e Porto Novo do Cunha (Além Paraíba), Conceição da Boa Vista, Conceição do Parahyba e Santana do Pirapetinga (Pirapetinga), Santa Cruz e Dores do Rio Pomba (Itapiruçu), Santa Rita do Meia Pataca (Cataguases), Santo Antônio do Muriaé (Miraí), São Francisco de Assis da Capivara (Palma) e Nossa Senhora da Conceição do Laranjal (Laranjal). Na sede havia duas escolas públicas equivalentes ao atual Ensino Fundamental I, uma para cada sexo, e doze estabelecimentos comerciais. O café se tornou a principal atividade econômica na década de 1860.

Em função do desenvolvimento do município, foi criado um comando(5) da Guarda Nacional, em Leopoldina e a segurança pública era exercida por um Destacamento Policial(6) que, em 1873, contava com 1 oficial, 1 adjunto e 10 soldados. No Censo de 1872, na Paróquia de São Sebastião da Leopoldina, ou seja, na sede do município, foram computados 7.899 moradores(7).

Na primeira infância de Paulino, foi criada a Estrada de Ferro Leopoldina que recebeu este nome por ter sua origem na inversão de capitais dos fazendeiros de café do município.

No próximo trecho desta viagem, o Trem de História trará a família materna de Paulino. Até lá!


Fontes de Referência

1- Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, lv bat 1740-1816, fls 73

2 – Idem, lv bat 1782-1788, fls 267[268] e lv bat 1740-1816, fls 73

3 – Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras da Villa Leopoldina.

4 – MARTINS, Antonio de Assis. Almanak Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. 1864 p.311-313; 1865 p.78; 1874 p.451

5 – Diário de Minas, 1873, ed 92 p.1

6 – Diário de Minas, 1873, ed 656, p.2

7 – BRAZIL – Diretoria Geral de Estatística. Recenseamento Geral do Império do Brasil em 1872, p.745

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 358 no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2018

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105 – Átila Lacerda da Cruz Machado – A família do sogro Raphael Domingues

O Trem de História segue hoje os caminhos da família da esposa de Átila Lacerda da Cruz Machado, senhora Herondina (Gomes) Domingues da Cruz Machado, para chegar ao seu pai e irmãos.

Herondina era filha de Raphael Domingues e Idalina Narcisa Gomes Domingues. E, segundo o saudoso Luiz Raphael Domingues Rosa, neto do casal, o avô teria nascido em 21.01.1863 na Vila de Gondar, distrito de Caminha, Minho, Portugal, filho de Domingos José Domingues e Josefa Rosa.

Registros outros dão conta de que Raphael Domingues era comerciante destacado e respeitado na cidade. Seu estabelecimento comercial funcionava na Praça General Osório, esquina com Rua Plóbio Cortes de Paula, no centro. Hoje ele tem seu nome perpetuado numa rua do Bairro de Fátima, via de ligação entre as ruas Farmacêutico Durval Bastos e Gentil Pacheco de Melo [5].

Idalina Gomes nasceu em Machambomba, atual Nova Iguaçu (RJ), em 09.11.1883 e faleceu em Leopoldina em 30.01.1967. Era filha de José Gonçalves Gomes e de Ambrozina Narcisa Teixeira. Ela, também, empresta seu nome à via pública da cidade que partindo da Rua Geraldo Campanha passa pelo Estádio Municipal Guanayro Fraga Mota e encontra a confluência das ruas Coronel Olivier Fajardo e José Peres, conforme redação da lei nº 614, de 23.03.67 complementada em 20.12.88, pela lei nº 2044.

Raphael e Idalina se casaram em Leopoldina[4] no dia 12.05.1900 e tiveram os filhos a seguir, nascidos nesta mesma cidade:

Os dois primeiros, Nemésio nascido[6] em 24.04.1901 e 02) Raphael Domingues Júnior, nascido em novembro de 1903, faleceram antes de completarem o primeiro ano de vida. O primeiro faleceu [7] em 26.01.1902 e o outro, em setembro de 1904.

O terceiro filho foi José Gomes Domingues nascido[9] a 10.08.06 e falecido em Belo Horizonte em 01.07.77, tendo sido sepultado em Leopoldina[10]. Foi, dentre os irmãos o mais conhecido. Casou-se[11] em Aparecida do Norte aos 10.12.31 com a leopoldinense Maria do Carmo Barroso Guimarães, filha de Arsênio Tambasco Guimarães e Dinorah Barroso. Neta paterna do italiano Giovanni Tambasco e de Maria Amélia Guimarães e, pelo lado materno, neta de Silvio Barroso e Matildes Smith. José Domingues e Maria do Carmo Barroso tiveram quatro filhos: Marcelo (ex-diretor do Colégio Estadual Prof. Botelho Reis), José Maria, Marco Aurélio e Márcio.

José Domingues, como ficou mais conhecido, na juventude foi destacado jogador de futebol. Na fase adulta exerceu os cargos de juiz de paz e delegado de polícia. Ingressou na vida pública elegendo-se com facilidade para o cargo de deputado estadual em 1966. Foi escolhido secretário de administração do estado de Minas Gerais no governo de Rondon Pacheco.  Empresta seu nome a uma rua do Bairro São Cristóvão.

O quarto filho do casal Raphael e Idalina é Moisés, nascido[12] dia 11.06.08. Ele se casou[13] dia 26.02.30 com Regina Rezende Soares, natural de Cataguases, filha de José de Rezende Vieira e Ercilia Soares.

Arminda Domingues, a quinta filha do casal nasceu em 1909 e se casou[14] em 09.09.26 com Otto Lacerda França, filho de Manoel Bruno Viana França e Maria Augusta Rodrigues de Lacerda, com quem teve os filhos: Sérgio (ex-professor), Elcio, Nice, Helena e Marly;

Do sexto filho, Odilon Gomes Domingues, nascido[15] aos 24.08.13, sabe-se que se casou com Leise Guimarães, mas não se obteve notícias sobre possíveis descendentes.

Herondina, nascida em 07.09.16 casou-se com Átila Lacerda da Cruz Machado. Casal do qual já se falou em artigo anterior.

Maria de Lourdes Domingues, nasceu por volta de 1919 e faleceu em 01.07.90. Era casada com Geraldo Alves Rosa, com quem teve os filhos Luiz Raphael (*1945 – + 2007), organizador e diretor do Espaço dos Anjos; o médico Maurício Domingues Rosa e as professoras Ângela Maria e de Maria Beatriz.

Quanto a este Geraldo, é bom consignar que embora não se tenha descoberto nestas pesquisas qualquer registro de parentesco direto entre os dois nomes, é curioso observar que o sobrenome Rosa aparece na família com Josefa Rosa, mãe de Raphael Domingues e, reaparece com o genro, Geraldo Alves Rosa.

A nona e a décima filhas do casal, como as duas primeiras, faleceram ainda criança. Nice nasceu em maio de 1921 e faleceu[16] em 09.03.22. Marisa, nascida em 06.01.23, faleceu em 04.02.26, conforme informações de Luiz Raphael Domingues Rosa;

Antonio Gomes Domingues (Ninico), foi o décimo primeiro filho de Raphael Domingues. Era casado com Ítala, com quem teve uma filha; e, Manoel, o décimo segundo, foram colocados no final desta relação como sendo os caçulas por não sido possível localizar informações e documentos com suas datas de nascimento.

A viagem de hoje chega ao final. No próximo número do Jornal, outro personagem leopoldinense embarcará no nosso Trem de História. Até lá!


Fontes de Referência:

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 09 bat fls 24 termo 165, lv 11 bat fls 44 termo 250, lv 12 bat fls 8v termo 171, lv 14 bat fls 95 termo 480; lv 3 cas fls 44 termo 16, lv 6 cas termo 14 fls 102 e termo 53 fls 44v, lv 7 cas fls 16 termo 64

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 1 1896-1903 fls 35 reg 11470 sep 594 2º plano; lv 2 1904-1920 fls 4 plano 2 sep 1173 e Registro Sintético de Sepultamentos 1963-1983 fls 93.

Gazeta de Leopoldina, 9 mar 1922, ed 230 pag 1.

RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: do autor, 2004.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 357 no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2018

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Agosto de 1918

Nascimentos em Leopoldina;

2 Ago 1918,

Antonieta

pais: Antonio Borges Barcelos e Ana Soares


3 Ago 1918,

Itacy Machado Gouvêa

pais: José Vital de Oliveira e Mariana Custódia de Moraes

cônjuge: Sinval Valverde

Santa Meneghetti

pais: Fortunato Meneghetti e Filomena Bonin


5 Ago 1918,

Pedro

pais: José Cipriano de Carvalho e Adelina Honorata de Brito


9 Ago 1918,

Oswaldo Iennaco

pais: Lorenzo Iennaco e Emma Sparanno


14 Ago 1918,

Carlos

pais: Sebastião Carlos Neto e Laurinda Maria da Conceição

Tereza Fiorenzano

pais: Biagio Fiorenzano e Isabel Dalto

Waldemiro Almeida

pais: Cornélio Antonio de Almeida e Etelvina Caetano de Oliveira


15 Ago 1918,

João

pais: Julio Figueiredo Sabino Damasceno e Francisca Antunes Barbosa

Laerte

pais: Artur Teixeira de Mendonça e Ana de Araújo Porto


16 Ago 1918,

Mauro

pais: José Augusto Monteiro da Silva Filho e Maria da Glória de Aguiar


24 Ago 1918,

Maria de Lourdes

pais: Antonio Mauricio da Silva e Emilia dos Reis Coutinho


25 Ago 1918,

Wanderley

pais: José Antonio Machado e Albertina Zulmira de Moraes


27 Ago 1918,

Maria Bedin

pais: Alessandro Bedin e Celestina Bartoli


28 Ago 1918,

Jorge

pais: Francisco Ferreira de Almeida e Julieta Magdalena de Moraes


30 Ago 1918,

Madalena Rodrigues

pais: Antonio Augusto Rodrigues e Maria Antonia de Oliveira

cônjuge: Odilon Tavares Machado

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Julho de 1918

Nascimentos em Leopoldina:

4 Jul 1918,

Antonio Marinato

pais: Paschoal Celeste Marinato e Eugenia Nogueira dos Anjos


5 Jul 1918,

Izaura Rodrigues Vargas

pais: Antonio Vargas Ferreira e Olivia Rodrigues da Silva

cônjuge: Eolo Froes


6 Jul 1918,

Antonio Antunes

pais: João Francisco Antunes filho e Ignacia Maria Vargas


8 Jul 1918,

Maria Aparecida

pais: Luiz Augusto da Silva e Zulmira Bittencourt Rodrigues


9 Jul 1918,

Maria Mercedes Samuel

pais: João Samuel e Henriqueta de Oliveira


15 Jul 1918,

Maria das Dores Barbosa

pais: Feliciano José Barbosa e Nelsina Augusto Rodrigues

cônjuge: Antonio Pires de Oliveira


20 Jul 1918,

José Canton

pais: Luigi Antonio Dal Canton e Luigia Ranieri


21 Jul 1918,

Antonio Dalto

pais: Nicolao Dalto e Edwiges de Souza Reis


23 Jul 1918,

João Conti

pais: Giuseppe Conti e Aristea Regina Meneghelli


i27 Jul 1918,

Luzia Samorè

pais: Paolo Samorè e Carolina Honória de Jesus

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103 – Átila Lacerda da Cruz Machado – Antepassados

O Trem de História traz do passado mais um personagem que se destacou em Leopoldina: Átila Lacerda da Cruz Machado.

E neste primeiro vagão de uma composição de três carros, pretende falar sobre este cidadão que nascido em Barbacena (MG) a 22.12.1911, durante quase cinquenta anos viveu, criou a sua família e prestou relevantes serviços à comunidade leopoldinense. Um cidadão que, no dizer de Mário de Freitas, destacava-se

“pela distinção das maneiras e nobreza de espírito. Nobre sim, porque a verdadeira nobreza é ter-se um bom coração e um caráter íntegro – qualidades essas que lhe não faltavam. Era um cidadão de bondade ampla, sem afetação. Sendo modesto, aparentava aristocrática maneira e sóbria elegância, grangeando na sociedade local um conceito que muito o recomendava. Outra virtude sua era, quando requisitado, espargir nos corações a luz da concórdia e do amor, mormente aos deserdados da sorte. Como verdadeiro rotariano, outra cousa não fez na vida senão servir, o que foi uma constante aqui na terra. A essas pessoas, meus amigos, é que se dá, lá em cima, a incumbência de acender as estrelas.”

Átila Lacerda da Cruz Machado era filho de Clariêta (de Araújo) Lacerda da Cruz Machado e de Átila Brandão da Cruz Machado. Pelo lado paterno, era neto de Arthur Carneiro da Cruz Machado, um dos filhos de Antonio Cândido da Cruz Machado, o Visconde de Serro Frio.

Clariêta de Araújo Lacerda era filha de Modesto de Araújo Lacerda (1859 – 1916) e Maria Amélia Dias de Toledo. Neta paterna de Manuel Francisco de Araújo e Maria Inocência de Lacerda. Segundo o mesmo Freitas, era uma educadora de méritos invulgares e pedagoga respeitada.

Átila Brandão, um barbacenense nascido em 1888, faleceu em 1921, aos 33 anos incompletos, na sua cidade natal, vítima de um surto da gripe espanhola. Era Filho do médico, Dr. Artur Carneiro da Cruz Machado nascido no Serro (MG) em 1853 e falecido em Barbacena em 1925 e de Maria Amélia da Silva Brandão, nascida em Itaguaí (RJ) em 1860 e falecida em Barbacena em 1925.

Era cirurgião-dentista formado pela Escola Americana d’O Granbery, em Juiz de Fora (MG) e foi preparador das cadeiras de Física, Química e Ciências Naturais no Colégio Militar da sua Barbacena (MG).

Átila Brandão e Clariêta Lacerda tiveram cinco filhos, todos nascidos em Barbacena (MG): 1) Moacyr Lacerda da Cruz Machado (*1909 – +2000), que foi juiz de direito no Rio Grande do Sul; – 2) Jayr Lacerda Cruz Machado (1910), pai do genealogista e Coronel Médico, Attila Augusto Cruz Machado; 3) Átila Lacerda da Cruz Machado, personagem central deste trabalho; 4) Oswaldo Lacerda Cruz Machado (*1914 – +1992), que serviu ao Exército Brasileiro, na então aviação militar, como cabo telegrafista de vôo e, com a criação do Ministério da Aeronáutica, migrou para a Força Aérea no posto de 3º sargento telegrafista; e, 5) Carlos Mário Lacerda Cruz Machado (*1915 – +2000), major-farmacêutico da Aeronáutica, professor e oficial categorizado da Escola Preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena (MG), professor da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro e do Colégio Leopoldinense, atual Colégio Estadual Professor Botelho Reis.

Ajustando o foco para o personagem leopoldinense que se pretende estudar neste trabalho, registra-se que em 27.02.1935 ele se casou com Herondina Domingues da Cruz Machado, com quem teve cinco filhos: Helenice, Lincoln, Maria, Raphael e Míriam.

Herondina, nascida em 07.09.1916, era filha de Idalina Narcisa Gomes Domingues e Raphael Domingues, um destacado comerciante português estabelecido na esquina da Rua Plóbio Cortes de Paula com a Praça General Osório. Sobre a família de Herondina se ocupará um artigo futuro.

Mas obedecendo ao sinal de aproximação do limite do espaço do Jornal, o Trem de História faz uma parada para imaginário reabastecimento, prometendo seguir a viagem na próxima edição do Leopoldinense, contando um pouco sobre a vida e obra de Átila Lacerda da Cruz Machado. É só aguardar um pouquinho.


Fontes Consultadas:

Colégio Brasileiro de Genealogia, Áttila A. Cruz Machado, Carta Mensal 109, ago-set/2012, p. 05 a 07.

Leopoldinense – GLN Grupo Leopoldinense de Notícias. Leopoldina, MG: 2003, ano 1 nr 15 pag 3.

MACHADO, Áttila A. Cruz, Revista Aeronáutica nº 254, jan-fev/2006, p. 17. Disponível em <http://www.caer.org.br/portal/phocadownload/userupload/revistas/revista254/revcaer254.pdf>. Acesso em 09 out. 2016

RODRIGUES, José do Carmo. Átila Lacerda da Cruz Machado. Disponível em <josedocarmo.blogspot.com/2010/02/atila-lacerda-da-cruz-machado.html>. Acesso em 31 out. 2016.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 355 no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2018

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Junho de 1918

Nascimentos em Leopoldina:

1 Jun 1918,

Antonio

pais: Francisco José Botelho Falcão e Ana Maria de Oliveira Ramos


2 Jun 1918,

Iolanda Maragna

pais: Higino Maragna e Olga Coelho dos Santos


6 Jun 1918, Ribeiro Junqueira,

Maria Consuelo Pimentel

pais: Aurelio Pimentel e Carolina Marangoni

cônjuge: Sebastião Luiz Neto

Maria de Lourdes

pais: Olegario de Lacerda Moraes e Judith Ferreira Valverde

cônjuge: Vanor Luiz Pereira


10 Jun 1918,

Helena Dietz Rodrigues

pais: Antonio Germano Rodrigues e Maria Dietz Tavares

cônjuge: Geraldo Monteiro de Rezende


20 Jun 1918,

Jercira

pais: Sebastião Ezequiel Ferreira Neto e Genoveva Marques Viveiros


23 Jun 1918,

Deoclides Rayol

pais: Eduardo Faria Rayol e Laura Candida Jendiroba


24 Jun 1918,

João Batista Sestu

pais: Giuseppino Sestu e Giuseppina Murgia


25 Jun 1918,

Antonio Conti

pais: Marcelino Conti e Cecília Rodrigues da Silva

Ana Severina Conceição


30 Jun 1918,

João Lisboa Vargas

pais: João Ferreira Vargas e Maria das Dores Lisboa

cônjuge: Maria Aparecida Miranda

Antonio Montovani

pais: Felice Montovani e Amabile Eva Meneghetti

Olivia Togni

pais: Arturo Togni e Augusta Pradal

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Maio de 1918

Nascimentos em Leopoldina

7 Mai 1918,

Silvio Leal

pais: Luiz Rodrigues Leal e Maria Orsolina Togni


15 Mai 1918,

Nelson Ferreira de Souza Lima

pais: Francisco de Souza Lima e Ana Ferreira de Almeida

cônjuge: Ivone

Maria José

pais: Antonio Alves de Oliveira e Maria José do Nascimento

Valentim Montan

pais: Antonio Montan e Josefina da Silva


16 Mai 1918,

Sebastião

pais: Sebastião Rodrigues da Silva e Evarista Lomba


20 Mai 1918,

Maria Virginia Carraro

pais: Massimiliano Luigi Carraro e Angelina Guarda


21 Mai 1918,

Ulisses

pais: Oscar José de Almeida Ramos e Jacira Venâncido de Almeida


22 Mai 1918,

Odilon Maragna

pais: Cirilo Maragna e Sebastiana de Souza


29 Mai 1918,

Maria Madalena Saggioro

pais: Antonio Saggioro e Octavia Lorenzetto

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99 – Costa Cruz – Raimundo, Armando e Antônio Martins da Costa Cruz

Para encerrar a apresentação da família de Joaquim José da Costa Cruz e Ana Joaquina Martins da Costa, o Trem de História aborda os dois últimos filhos do casal.

Raimundo Martins da Costa Cruz é o nono filho do casal Joaquim José e Ana Joaquina. Nasceu[1] em Leopoldina em 1864. Casou-se com Tereza de Souza Lima, filha de João José de Souza Lima e Carlota Raquel de Souza Barroso, em 09.05.1885, em Cataguarino, Cataguases[2].

Em novembro de 1888 Raimundo aparece como proprietário do Engenho Central Raymundo Cruz & Comp. em Leopoldina[3]. Com as pesquisas realizadas até agora não foi possível apurar se tal empresa seria uma das fornecedoras do Engenho Central Aracaty, cujos sócios majoritários eram seu irmão Custódio José e seu cunhado Teófilo Ribeiro.

Raimundo era eleitor em Leopoldina em 1892 e na ata de qualificação é mencionado como lavrador. Em 1897 foi nomeado[4] Capitão da 2ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional.

Segundo o pesquisador Luiz Hisse, Raimundo Martins da Costa Cruz teve uma filha de nome Maria Delfim Cruz que foi a segunda esposa de Fernando de Freitas Pacheco, filho de Honório de Freitas Pacheco e Candida Josefina de Avila Meireles. Do casamento de Maria Delfim com Fernando de Freitas Pacheco são os filhos: Jaime, Vicente, Cândida, Teresinha e Eugênia da Cruz Pacheco.

 Em nossas buscas foram encontrados os seguintes filhos de Raimundo Martins da Costa Cruz e Tereza de Souza Lima, todos eles nascidos em Leopoldina: 1 – Guiomar (n.1886)[5], casou-se com seu primo Artur Martins da Costa Cruz. Segundo Joana Capella, o Cel. Arthur era proprietário da fazenda Retiro, em Cataguarino. Arthur era filho de Antonio Martins da Costa Cruz (irmão de Raymundo) e Barbara Rodrigues, filha de Manoel Affonso Rodrigues Junior. Manoel Affonso era de Leopoldina e foi para Cataguarino com o pai e irmãos. Foi dono da fazenda Cachoeira do Funil; 2 – José (n.1888)[6]. Casou-se com Augusta de Souza Pinto. O casal teve pelo menos a filha Josefina, nascida[7] em 1925, em Leopoldina; 3 – Maria José (n.1892)[8]; 4 – Silvio (n.1894) [9[; e, 5 – Custódio (n.1896)[10].

Armando Martins da Costa Cruz é o décimo filho do casal Joaquim José e Ana Joaquina. Nasceu em Leopoldina em janeiro de 1865. Dele não se tem mais notícias.

Antônio Martins da Costa Cruz é o filho caçula do casal Joaquim José e Ana Joaquina. Casou-se com Rita e, em segundas núpcias, com Carlota Rodrigues com quem teve os filhos: 1 – Cornélia, nascida em Cataguases, casou-se [11] com seu primo Joaquim Martins Guerra, filho de João Batista Martins Guerra e Teresa Martins da Costa Cruz, já citados nesta série; 2 – Manoel Olímpio casou-se com Laudelina Martins Guerra, irmã de seu cunhado João Batista. Tiveram dois filhos: Eduardo e Joaquim Martins da Costa Cruz, este nascido em 1898, casado com Lúcia Santos e, conforme Pedro Maciel Vidigal foi prefeito de Cataguases; e, 3 – Artur, casado com sua prima Guiomar de Lima da Costa Cruz, primeira das filhas de seus tios Raimundo Martins da Costa Cruz e Tereza de Souza Lima, citados anteriormente.

Registre-se que no livro de matrículas do Colégio Caraça de 1900 consta um Joaquim Martins da Costa Cruz, filho de Antonio Martins da Costa Cruz, matriculado no dia 09 de fevereiro sob nº 3163, que poderia ser, então, o quarto filho do casal Antonio e Rita. Mas surge uma dúvida porque tal aluno residiria na Estação Dona Euzébia e, segundo o pesquisador Luiz Hisse, já citado noutro ponto deste trabalho sobre a família Costa Cruz, teria existido um outro Arthur Martins da Costa Cruz. Este, filho de Dino Costa Cruz, proprietário da fazenda Retiro, na serra da Onça, localizada entre Dona Euzébia e Guidoval, MG.

Diante disto torna-se necessário o aprofundamento das pesquisas para que se esclareça em definitivo a verdadeira paternidade do aluno do Colégio Caraça. Mas esta missão de deslindar o “mistério” ficará para outra oportunidade ou, para outro pesquisador. Porque, com este artigo, o Trem de História encerrará a série sobre a família Costa Cruz.

Em Leopoldina, a família foi iniciada com Joaquim José da Costa Cruz, nascido por volta de 1816 e falecido em 24.06.1881, em Leopoldina. Casado com Ana Joaquina Martins da Costa, filha de Manoel Martins da Costa Neto e Teresa Maria de Jesus. Neta paterna de Manoel Martins da Costa Filho e Maria do Carmo Ferreira Cabral.

A família Costa Cruz deu origem ao notável jornalista, escritor e poeta brilhante, Dilermando Martins da Costa Cruz, nascido em Leopoldina em 1879 e falecido em Juiz de Fora em 1935. Dilermando foi um dos fundadores da Academia Mineira de Letras e é patrono da cadeira nº 15 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes – ALLA, hoje ocupada por Natania Nogueira.

No próximo Jornal outro assunto ou personagem será içado do passado para os dias atuais. Até lá!


Fontes Consultadas:

[1] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 01 bat fls 118 termo 628.

[2] Pesquisa de Joana Capella nos livros paroquiais da Igreja de Santa Rita, Cataguases.

[3] Irradiação (Leopoldina, MG, 14 nov 1888, ed 39 p 4.

[4] Diário Oficial da União, 10 dez 1897 seção 1 p 4.

[5] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 157v termo 1501.

[6] idem, lv 03 bat fls 58 termo ordem 555.

[7] idem, lv 21 bat fls 71v termo 278

[8] idem, lv 04 bat fls 79v termo 938

[9] idem, lv 05 bat fls 43 termo 106

[10] idem, lv 06 bat fls 100 termo 37

[11] Gazeta de Leopoldina, 6 nov 1898 ed 60 p 1

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 352 no jornal Leopoldinense de 01 de abril de 2018

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98 – Costa Cruz – Cecília, Francisco e Ana Tereza Martins da Costa Cruz

Este vagão do Trem de História traz algumas informações de mais três filhos de Joaquim José e Ana Joaquina. Lembrando que ainda permanecem, quanto a alguns dos filhos do casal, lacunas que se espera sejam preenchidas com o caminhar das pesquisas. Mas para que não se percam os dados apurados, ficam aqui registrados.

Cecília Martins da Costa Cruz, a sexta filha do casal nasceu em 1859, em Leopoldina[1]. Casou-se com Luiz Bueno e, após enviuvar-se, em segundas núpcias, em 13.01.1883, casou-se com Luiz de França Viana[2], filho de Felicíssimo de Souza Viana e Maria.

Sobre ela pouco se conseguiu reunir além de uma história triste, contada por Mário de Freitas no seu livro “Leopoldina do Meu Tempo”, páginas 41 e 42. Conforme o autor, no segundo casamento Cecília teve uma filha de nome Anita que morava no Rio de Janeiro e teria cometido suicídio, em decorrência de problemas no casamento com um médico da Marinha. Quando a avó, Cecília, foi buscar os netos, filhos de Anita, encontrou os dois deitados ao lado do corpo da mãe e um deles estava morto, provavelmente por falta de alimentação já que o pai estava foragido.

Ana Tereza Martins da Costa Cruz é o nome da sétima filha do casal Joaquim José e Ana Joaquina, indicada por diversos pesquisadores como tendo nascido em Leopoldina na década de 1860. Seu batismo não foi localizado, nem tampouco o casamento com seu primo Joaquim Martins da Costa Cruz. Desta forma, não foi possível identificar qual dos sobrinhos de Joaquim José teria sido, também, seu genro.

Francisco Martins da Costa Cruz, o oitavo filho do casal Joaquim José e Ana Joaquina, nasceu em Leopoldina[3] em 1862. Em julho de 1889 foi nomeado[4] 2º suplente de delegado de sua terra natal. Em 1892 era eleitor em Leopoldina e três anos depois se transferiu para Cataguases[5]. Em Leopoldina do Meu Tempo, página 42, Mário de Freitas a ele se refere como Nhô Chico.

Vale ressaltar que as terras da família Costa Cruz eram às margens do Rio Pomba, próximas de Cataguases, razão pela qual parte da família naturalmente acabou por fixar residência na cidade vizinha. Da mesma forma que os habitantes de Vista Alegre, que estão do outro lado do rio, em função do ramal da estrada de ferro e a menor distância, em boa parte se ligaram a Leopoldina.

Francisco Martins casou-se com Olímpia Figueira com quem teve os filhos:

1 – Joaquim, nascido[6] em Leopoldina em 1884, foi casado com Maria da Glória Martins dos Santos e em segundas núpcias com Zenar Macedo. Joaquim estudou em Ouro Preto[7] e foi promotor público em Cataguases[8].

2 – Placidina nasceu[9] em Leopoldina em 1885 e faleceu[10] em 1970. Segundo Pedro Vidigal, casou-se com Edelberto Figueira nascido em Valença, RJ e falecido em Além Paraíba, MG. Ele era filho de Francisco Bernardo da Figueira e de Brígida Maria. O casal foi pai de Emília Costa Cruz Figueira, nascida[11] em 1909 e que se casou João Moojen de Oliveira. Ele, nascido em 1904 em Leopoldina e falecido em 1985 no Rio de Janeiro, era filho de Luiz Carlos de Oliveira e Julieta Moojen. Segundo Fernando Dias Ávila Pires, no texto Personagens e Pioneiros da Universidade Federal de Viçosa, João Moojen, que não usava o sobrenome de Oliveira e dispensava o título de Professor Doutor, foi figura marcante na zoologia brasileira do século XX. O autor informa, ainda, que o cientista J. M. Oliveira deixou quatro filhos, nascidos em Leopoldina, doze netos e dois bisnetos.

3 – Dalila (n.1892)[12], casou-se com José Ribeiro Viana.

4 – Nadia (n.1895)[13], casou-se com João Batista de Souza Lima.

5 – Francisco (n1901)[14], casou-se com Maria Leitão de Sá.

6 – Angelo (n.1903)[15], casou-se com Maria Helena Ladeira Campos.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo número virão os dois últimos filhos de Joaquim José e Ana Joaquina. Até lá.


Fontes Consultadas:

[1] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 01 bat fls 44 termo 235.

[2] idem, lv 1 cas fls 79 termo 225.

[3] idem, lv 01 bat fls 92 termo 498

[4] Irradiação (Leopoldina, MG), 24 julho1889, ed 74 p 3.

[5] Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, Atas de Eleição.

[6] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 115 termo 1088.

[7] O Pharol (Juiz de Fora), 4 jan 1903 ed 465 p 1.

[8] VIDIGAL, Pedro Maciel. Os Antepassados. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1979 e 1980. v 2 tomo 2 1ª parte p 941.

[9] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 156v termo 1500.

[10] VIDIGAL, obra citada, v 2 tomo 2 1ª parte p 943

[11] idem, v 2 tomo 2 1ª parte p 943

[12] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 04 bat fls 79 termo 937.

[13] idem, lv 05 bat fls 79v termo 323.

[14] VIDIGAL, obra citada, v 2 tomo 2 1ª parte p 949

[15] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 10 bat fls 6v termo 59.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 351 no jornal Leopoldinense de 15 de março de 2018

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