Expedicionários Leopoldinenses – O final da Guerra

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O assunto de hoje nos faz lembrar que, no dia 02 de maio de 1945, as tropas alemãs que combatiam na Itália anunciaram sua rendição.

Portanto, a data marca o fim da Segunda Guerra Mundial no território italiano, episódio descrito por Mascarenhas de Moraes[1]:

Os emissários dos Generais Vietinghoff-Shell e Wolff chegaram a Bolzano na noite de 29 de abril, levando os termos da rendição que assinaram no Palácio Real de Caserta. No dia seguinte, 30 de abril, Hitler morria em Berlim. […] Tais reviravoltas explicam a demora havida, na resposta […] O comando tedesco, nessa resposta, afirmava o propósito de efetuar a rendição na data anteriormente fixada. Nesta conformidade, o General Von Senger und Etterlin, autorizado pelo General Von Viettinghoff-Shell, assinou com o General Mark Clark, em Florença, os últimos instrumentos da capitulação incondicional, que foi anunciada às 14.00 horas do dia 2 de maio. Em virtude das negociações sobre o armistício se processarem em sigilo, a notícia da rendição chegara ao conhecimento da tropa aliada de maneira súbita. […] Todos os Exércitos inimigos, situados em território italiano, terminaram a sua capitulação na noite de 2 de maio. Era a maior rendição eixista até então ocorrida na Segunda Guerra Mundial.

A partir daí, teoricamente começariam a voltar para casa os 35 Expedicionários Leopoldinenses listados a seguir: 01 – Adilon Machado; 02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho; 06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas; 09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz; 12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira; 15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali; 19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto; 22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira; 25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 – Mário Castório Fontes Britto; 27 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues; 28 – Nelson Pinto de Almeida; 29 – Orlando Pereira Tavares; 30 – Oscar Nunes Cirino; 31 – Paulo Monteiro de Castro; 32 – Pedro Medeiros; 33 – Pedro Rezende de Andrade; 34 – Pedro Silva Santos; 35 – Wenceslau Werneck.

Mas não foi bem assim!

Primeiro porque nessa data a Guerra terminou na Itália, mas ainda continuou na Europa até o dia 08 de maio de 1945, data que entrou para a história como sendo o dia do fim oficial da Segunda Guerra Mundial.

E mesmo esse dia não é exatamente o que marcou o fim dos combates. Ele marca a derrota da Alemanha nazista frente às forças aliadas e o fim das operações militares em solo europeu. Mas os combates continuaram a ceifar vidas ainda por mais um tempo no Oceano Pacífico. Ali os japoneses resistiram bravamente e popularizaram a utilização dos seus pilotos kamikazes que lançavam aviões contra alvos inimigos. Perdiam batalhas importantes, mas não se davam por vencidos. Até que os americanos decidiram utilizar o seu maior artefato de destruição, a bomba atômica que formou no ar a Rosa de Hiroshima, que recebeu do grande poeta Vinícius de Moraes um protesto em forma de poema, musicado e cantado por Ney Matogrosso. As rosas radioativas que nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 destruíram as cidades de Hiroshima e Nagasaki, mataram milhares de civis e não deixaram outra alternativa ao Japão que não fosse a rendição definitiva no dia 02 de setembro daquele ano.

Assim chegou o fim dos conflitos. No próximo vagão, que encerrará a série de artigos sobre os Expedicionários Leopoldinenses, virá mala, bagagem e a ansiedade pelo retorno da tropa. Até lá.


Nota:

[1] MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2. ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 266-267

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de dezembro de 2015

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