Dezembro 1918

Nascimentos em Leopoldina:

1 Dez 1918,

Luciana Sangirolami

pais: Egidio Sangirolami e Pierina Mariana Borella


13 Dez 1918,

Luzia Borella

pais: César Augusto Borella e Hercilia Franzone


14 Dez 1918,

Lia

pais: Eduardo de Souza Werneck e Cecilia Pereira Werneck


18 Dez 1918,

Mário Soares Godinho

pais: Climério Duarte Godinho e Maria Soares

cônjuge: Helena Rodrigues de Almeida

Camelia

pais: Cristiano Otoni de Oliveira e Ezaltina Barbosa de Oliveira


22 Dez 1918,

Geraldo

pais: Sebastião Vargas Moraes e Djanira de Almeida Lacerda


31 Dez 1918,

Anastacio

pais: José Vitorino de Almeida e Leonor Pereira de Oliveira

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Novembro 1918

Nascimentos em Leopoldina:

2 Nov 1918,

José

pais: José de Matos e Maria Carolina Ferreira do Couto


3 Nov 1918,

José

pais: Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira


5 Nov 1918,

Sebastiana

pais: Emilio de Oliveira e Silva e Maria da Gloria de Oliveira


10 Nov 1918,

Manoel Gottardo da Silva

pais: Moyses Augusto da Silva e Angelina Gottardo


12 Nov 1918,

Braz Lammoglia

pais: Francisco Lammoglia e Maria Lammoglia

Geraldo

pais: Carlos José de Souza e Maria José da Glória

Wanir

pais: Aniceto Teixeira Gomes e Otilia Nogueira


14 Nov 1918,

José Lorenzetto

pais: Ulisses Lorenzetto e Olinda Leite Ferreira Santos


15 Nov 1918,

Maria de Lourdes

pais: Antonio Samorè e Brasilina Dalto


16 Nov 1918,

Valdemar Almeida

pais: Francisco Antonio de Almeida e Francisca Pereira de Oliveira

cônjuge: Lelia Braga


16 Nov 1918,

Maria de Lourdes

pais: Plautino Dias Soares e Carmelita Tavares Pinheiro


17 Nov 1918,

Francisca

pais: Washington Dutra do Vale e Floripes de Carvalho Reis


19 Nov 1918,

Maria Zuleika

pais: Secundino Antonio de Oliveira e Josefina Martins dos Santos


20 Nov 1918, Providência,

João Ricciardelli

pais: Luigi Ricciardelli e Maria Perdonelli


21 Nov 1918,

Aroldo

pais: João Reiff de Paula e Maria Haydée Guimarães

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112 – Trajetória de Paulino Augusto Rodrigues

 

Como ficou dito no início desta viagem, Paulino Augusto Rodrigues nasceu em 1870 na Fazenda Puris.

E é bom que se registre que a propriedade ficava ao pé da Serra dos Puris e sua sede foi cortada pela BR 116, no km 771, nas proximidades do Bairro da Onça.

Durante 77 anos, até seu falecimento(1) no dia 19 de setembro de 1947, em Leopoldina, Paulino foi figura de destaque, tendo sido considerado um homem extremamente bom.

Foi “Capitão” da Guarda Nacional, juiz de paz e delegado de polícia substituto no município de Leopoldina. Hoje, empresta seu nome a uma rua da cidade, no bairro do Rosário. Foi fazendeiro e proprietário de vários imóveis urbanos. Herdou parte da fazenda Puris e em abril de1909 vendeu-a para seu irmão Antônio Augusto Rodrigues. Em dezembro do mesmo ano, adquiriu a fazenda Bela Aurora, que ficou mais conhecida como “Fazenda do Banco”, localizada na antiga estrada de Leopoldina para o distrito de Piacatuba.

Sobre a Bela Aurora, cabe registrar nota(2) do Jornal Irradiação, de novembro de 1888, que faz luz sobre a origem do nome pelo qual passou a ser conhecida. O texto dá notícia da existência de procedimento judicial de autoria do Banco do Brasil, contra Venâncio José D’Almeida Costa e sua mulher, tornando público que legalmente a fazenda Bela Aurora, pertencente aos requeridos, estava sendo assumida pelo Banco. Mais adiante outros documentos vieram mostrar que a Bela Aurora pertencia, quando transferida para Paulino, ao Comendador Tobias Laureano Figueira de Melo, que a arrematara em hasta pública.

 Figueira de Melo era (3) “Comendador da Ordem da Rosa, do Brasil e da Ordem de Christo, de Portugal. Fez importantes donativos a institutos de beneficência e de ensino. Era sócio benemérito e vice-presidente da Sociedade Propagadora de Bellas Artes, sócio correspondente do Instituto do Ceará, e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, para o qual entrou 12 de outubro de 1890”. Era um homem do seu tempo, reproduzindo as práticas comuns entre as famílias da elite dominante, com destaque para a benemerência.

Nascido aos 23 de junho de 1842 em Sobral, no Ceará, filho de Ana Rosalina e Francisco Laureano Figueira de Melo, mesmo já residindo no Rio de Janeiro continuava realizando negócios e investimentos do estado natal e, seguindo o ritmo da economia, tornou-se também fazendeiro de café. Em 1889, recebeu(4) Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris, onde expôs a variedade de café que produzia. No mesmo ano, assumiu o posto(5) de Conselheiro do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e, provavelmente no exercício da função, tomou conhecimento de que na pequena Leopoldina, então grande produtora de café na zona da mata mineira, o Banco do Brasil havia arrestado a Fazenda Bela Aurora que fora dada em garantia hipotecária pelos antigos donos, Venâncio José de Almeida Costa e sua mulher.

Se por informação privilegiada ou por outro meio, o fato é que logo depois Figueira de Melo se tornou proprietário da fazenda Bela Aurora, então conhecida como Fazenda do Banco. Em 1891, criou(6) a Associação Comercial Vista Alegrense, em Leopoldina, da qual foi Diretor Presidente. E por algum tempo transformou a fazenda em moradia temporária, para cá trazendo esposa e filhos. Um deles, Alfredo Figueira de Melo, aqui faleceu(7) em março de 1904.

Paralelamente, continuava com suas atividades na Capital, como investidor e também comerciante estabelecido(8) na Rua Buarque de Macedo nº 73, no Catete.

É certo também que, com a crise do café de 1902, começou a redirecionar seus investimentos para outras áreas, deixando a produção da Bela Aurora por conta de seu administrador, Paulino Augusto Rodrigues, para quem vendeu a propriedade, conforme anotação do próprio comprador em sua caderneta pessoal:

 “Escritura da Fazenda Bela Aurora, foi passada em 23 de dezembro de 1909, por $40.000,000 e a escritura foi por $4.410,000, os registros por $3.190,000. Pelo Tabelião Constantino Thomas de Oliveira.” (Cópia literal).

A série sobre o Paulino Augusto Rodrigues ainda merece mais uma viagem. E ela virá na próxima edição do Jornal, trazendo informações sobre o seu parente João Ignacio de Moraes, citado no texto 107.


Fontes de Referência

1 – Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv de sepultamentos de 1947, termo 196.

2 – Jornal Irradiação. Leopoldina, 14 nov. 1888, ed 39 pag 3.

3 – Diccionário Bio-bibliográfico Cearense do Barão de Studart. Portal da História do Ceará. Disponível em <http://portal.ceara.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1241&catid=292&Itemid=10> Acesso 6 jun.2018

4 – MOREIRA, Nicolau Joaquim. O Auxiliador da Indústria Nacional. Rio de Janeiro: Laemmert, 1889. pag 245.

5 – Gazeta da Tarde. Rio de Janeiro, 5 nov. 1889, ed 300 pag 2.

6 – Diario do Commercio. Rio de Janeiro, 23 jan 1981, ed 778 pag 1.

7 – Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 15 mar. 1904, ed 75 pag 6.

8 – LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert. Rio de Janeiro, 1914 ed A00070 pag 1877.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 364 no jornal Leopoldinense de 1 de outubro de 2018

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111 – As esposas e os filhos de Paulino Rodrigues

 

O Trem de História segue a viagem para reunir esposas e filhos do Paulino Augusto Rodrigues. E começa registrando que ele se casou a primeira vez aos 21.02.1891, com sua prima pelo lado materno, Umbelina Cândida Gouvêa, nascida em 11.11.1871 e falecida em 06.07.1919, com quem teve 14 filhos. Umbelina era a filha mais velha de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e de Maria Carolina de Moraes, sendo por esta linha neta de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano do Carmo, avós maternos de Paulino.

Como curiosidade, vale lembrar que com este casamento Paulino tornou-se a um só tempo, genro e sobrinho de Maria Carolina, pois que a mãe de Umbelina era irmã de Mariana, mãe de Paulino.

 Além disso, o cunhado José, irmão de Umbelina e conhecido como Zeca Gouvêa, casou-se com Mariana, filha de Anna Venância da Silva, a segunda irmã mais velha do Paulino, tornando-se também sobrinho de Paulino.

Com a morte da primeira esposa e com filhos ainda pequenos, Paulino contraiu segundas núpcias em 20.11.1919, com Maria José Lacerda (Zezéca), nascida em 01.10.1884 em Providência, distrito de Leopoldina, filha de José Romão Tavares de Lacerda e Luiza Augusta de Lacerda, neta, portanto, de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, um dos pioneiros do Feijão Cru.

Esta segunda união de Paulino permaneceu até o seu falecimento em 20 de setembro de 1947.  Zezéca faleceu em 1980, em Leopoldina.

Ressalte-se que parte destes filhos de fazendeiro, nascidos e/ou criados na zona rural, naturalmente se dedicou na vida adulta a alguma atividade ligada à lavoura e à pecuária. Alguns deles, inclusive, em terras herdadas do pai.

Novamente, por questão de espaço no Jornal, o Trem de História precisa parar por aqui. Mas fica acertado que ele continuará com o mesmo personagem no próximo encontro. Aguardem.


Fontes de Referência;

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 122v termo 1160 e  lv 4 cas fls 166 termo 94.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG,.lv 2 fls 93 plano 1 sep 199 e lv de sepultamentos de 1947, termo 196

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 363 no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2018

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110 – Os irmãos de Paulino Augusto Rodrigues

 

Nas viagens anteriores, o Trem de História falou um pouco sobre o ambiente onde nasceu Paulino Rodrigues e trouxe para os dias atuais os seus antepassados que estavam esquecidos pela história da cidade. A viagem de hoje traz seus irmãos como passageiros.

Folha da caderneta de Paulino Rodrigues

Mas antes de falar deles é bom lembrar que, em parte pela situação econômica mais cômoda e muito por ser uma característica marcante em diversos parentes, Paulino foi sempre apoio e elo catalisador da família. Traço bem nítido quando se tem conhecimento da existência, entre seus guardados, de caderneta onde anotava nomes de afilhados e datas de nascimento, batismos e casamentos dos parentes que não eram poucos.

A irmã mais velha de Paulino recebeu o nome de Maria, nasceu aos 16 de abril de 1859 e foi batizada dez dias depois, tendo por padrinhos Luiz Ignacio de Moraes e a avó paterna, Ana Bernardina de Almeida. Talvez esta filha tenha falecido na infância, já que não foram encontradas referências sobre ela na idade adulta.

A segunda filha de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes foi Ana Venância da Silva, a “Mãe Sinhana”, que ajudou a criar os irmãos. Nascida a 02 de março e batizada a 29 de abril de 1861, sendo seus padrinhos o casal Francisco de Vargas Corrêa Filho e Venância Esméria de Jesus, Ana Venância se casou aos 25 de agosto de 1880 com seu primo João José Machado, filho de Maria Antonia de Jesus e Severino José Machado que era irmão de Ana Bernardina de Almeida, avó paterna da noiva.

João Ignacio da Silva foi o terceiro filho. Ele nasceu a 25 de novembro de 1862 e foi batizado no mês seguinte, sendo padrinhos o avô paterno, Manoel Rodrigues da Silva, e Maria Augusta de Jesus. João Ignacio se casou dia 25 de abril de 1883, em Conceição da Boa Vista, com Maria Clara de Jesus, filha de José Maria Machado Neto e Ana Martinha de Jesus. Faleceu em Leopoldina aos 07 de março de 1907.

Firmino Augusto Rodrigues, o quarto filho, nasceu aos 23 de março de 1867 e foi batizado em maio. Seus padrinhos foram José Maria de Menezes e Ana Paula de Almeida. Casou-se dia 05 de março de 1889 com Francisca de Assis Pires, filha de Joaquim Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus.

A seguir, Maria Custódia de Moraes nascida aos 03 e batizada aos 28 de março de 1869, tendo por padrinhos seu tio paterno Ignacio Rodrigues da Silva e sua irmã Ana Venância da Conceição. Casou-se com seu tio materno Germano Rodrigues da Silva.

O sexto filho foi Paulino e, o sétimo, Manoel Ignacio Rodrigues, “Neca”, que se casou com Vitalina Rodrigues de Gouvêa, nascida aos 11 de dezembro de 1875 em Piacatuba, filha de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e de Maria Carolina de Moraes. Vitalina era irmã da primeira esposa de Paulino.

Ignacia Virginia da Conceição veio a seguir. Ela se casou dia 29 de fevereiro de 1892 com Manoel de Andrade Neto, filho de Manoel Andrade Oliveira e Rita Tereza de Jesus.

O nono filho foi Antonio Augusto Rodrigues, “Totônio”, nascido a 30 de agosto e batizado a 25 de setembro de 1881, tendo por padrinhos José Ignacio Carvalho de Rezende e Maria Custódia da Silva. Antônio se casou dia 26 de julho de 1905 com Maria Antonia de Oliveira, “Mariquinha”, filha de Antonio Justino de Oliveira e Ignacia Carolina de Almeida. Faleceu aos 08 de julho de 1941.

O penúltimo filho de João e Mariana foi Martiniano Rodrigues Moraes que se casou com Maria Zeferina Rodrigues.

E a última, Emilia Maria da Conceição, nasceu dia 02 de março e foi batizada dia 12 de abril de 1884, tendo por padrinhos Emigdio Sales Pereira e Balbina Justina de Jesus. Emilia se casou aos 09 de julho de 1901 com Antônio Rodrigues Ferreira, filho de Antônio Vicente Ferreira e Ana José Rodrigues. Ela faleceu em Angaturama no dia 17 de maio de 1922.

A história de Paulino não terminou. Na próxima viagem o Trem de História trará as esposas e os seus filhos. Aguarde.


Fontes de Referência:

Arquivo da Diocese de Leopoldina: lv 01 bat fls 45 termo 237, fls 73 termo 384,  fls 92 termo 499, fls 223 termos 1068 e 1069; lv 1 cas fls 40 termo 110, fls 337 termo ordem 1301 e  lv 2 cas fls 54 termo 276.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 fls 15 plano 3 sep 398.

Igreja N. S. Conceição da Boa Vista, Recreio, MG, lv 1 cas fls 199 termo 599.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 362 no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2018

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109 – Informações sobre alguns antepassados de Paulino Rodrigues

No artigo anterior o Trem de História trouxe a ascendência paterna de Paulino. A viagem de hoje segue pelos mesmos trilhos e caminhos para trazer um pouco mais sobre estes antepassados que ocuparam as terras das fazendas Purys e da Onça, algumas delas entrelaçadas por uniões matrimoniais que gravitaram pelo entorno destas duas fazendas e da Bela Aurora, mais tarde adquirida pelo Paulino Rodrigues.

A Fazenda Purys, cuja sede ficava às margens do Córrego da Água Espalhada, no atual leito da BR 116, Rio-Bahia, no km 771, nas proximidades da ponte ali existente, pertenceu a Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, avós de Paulino.

Recorde-se que Ana era filha de Bernardino José Machado e Maria Rosa de Almeida, proprietários da vizinha fazenda da Onça, que em 1856 contava com cento e cinquenta alqueires de terras[3] que  deram origem ao bairro de mesmo nome.

É bom recordar, também, que o casamento de Ana e Manoel foi realizado[1] na Matriz de Santa Rita de Ibitipoca aos 08 de janeiro de 1828 e que em 1843 eles já residiam em terras do então  Feijão Cru.

Nestas duas fazendas, por algum tempo viveram ou transitaram os filhos de Bernardino e Maria Rosa [2] listados a seguir:

1) José Bernardino Machado c/c Maria Antonia do Nascimento; 2) Maria Bernardina de Almeida c/c Manoel Lopes da Rocha; 3) Francisco Bernardino Machado c/c/ Maria Candida Souza; 4) Ana Bernardina de Almeida c/c Manoel Rodrigues da Silva; 5) Joaquina Rosa ou, Bernardina c/c José Lopes da Rocha; 6) Rita Bernardina de Almeida c/c Joaquim Garcia de Oliveira; 7) Antonio Bernardino Machado c/c Joaquina Ferreira Brito; 8) Manoel Bernardino Machado; 9) Felicidade Bernardina Machado;  10) Severino José Machado c/c Maria Antonia de Jesus/ 11) Joaquim José Machado c/c Maria da Glória Pereira; e, 12) João Bernardino Machado.

Destes filhos do casal destaque-se Severino José Machado, pai de João José Machado que se casou com Anna Venância da Silva, Mãe Sinhana, irmã de Paulino Augusto Rodrigues, que durante algum tempo residiu em terras da fazenda Purys. Além do filho Severino pelo menos dois outros genros merecem ser lembrados pelos fatos seguintes.

Segundo o Registro de Terras de 1856, quando Bernardino José já havia falecido, a propriedade[3] dele foi registrada por seus genros Manoel Lopes da Rocha e José Lopes da Rocha, que para lá haviam se transferido no final de 1847.

Interessante observar que nesse ano de 1847 a família Lopes da Rocha vendeu[4] a propriedade onde moravam, na região de Piacatuba, para os irmãos Feliciano e José Joaquim Barbosa. Feliciano vem a ser o pai de Feliciano José Barbosa, que se casou com Nelsina Rodrigues, a filha mais velha de Paulino Augusto Rodrigues. E José Joaquim foi pai de Antônio Maurício Barbosa, proprietário das terras onde foi erguida a Usina Maurício, em Piacatuba, geradora da energia elétrica consumida em Leopoldina.

Ainda sobre estes mesmos genros de Bernardino é importante registrar que a primeira esposa de Manoel Lopes da Rocha, Maria Bernardina de Almeida, faleceu antes de 1847, visto que neste ano Manoel Rocha aparece ao lado de sua segunda esposa, Ana Rita de Almeida, filha de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, sobrinha portanto da sua primeira mulher. E deste mesmo Manoel ainda merece registro o fato de que na década de 1870, segundo Fernando Destefani, pesquisador capixaba que descende dos Lopes da Rocha, ele se transferiu com a família para a atual Conceição do Castelo (ES).

José Lopes da Rocha, irmão de Manoel, também no ano de 1847 era casado com Joaquina Euqueria de Jesus, referida em alguns trabalhos como Joaquina Rosa ou Joaquina Bernardina, outra filha de Bernardino José Machado. Joaquina esta que já havia falecido em 1867, quando José Rocha era casado com Maria Candida de Jesus[5].

O Trem de História faz aqui mais uma parada na viagem sobre Paulino Augusto Rodrigues. Mas no próximo Jornal ela continuará. Trará ao conhecimento dos leitores da coluna os irmãos dele que espalharam o sobrenome Rodrigues pela cidade. Até lá.


Fontes de Referência:

[1] Igreja de Santa Rita de Ibitipoca, lv cas 1828-1849 fls 3

[2] FONSECA, Raymundo da. A Saga de Machados e Fonsecas. Valença-RJ: do autor, 2000. p. 49

[3] Registro de Terras de Leopoldina, termo 52

[4] Cartório de Notas de Bom Jesus do Rio Pardo. Lv de compra e venda de Bens de Raiz 1841-1854, folhas 85

[5] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 2 cas fls 84v termo 34, casamento do filho homônimo.

 

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 361 no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2018

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Outubro 1918

Nascimentos em Leopoldina:

1 Out 1918,

Maria Tripoli

pais: Umberto Tipoli e Elvira Teixeira da Conceição


3 Out 1918,

Hermes

pais: Virgilio Garcia de Matos e Virgilina Machado

Iolanda

pais: Pedro José Pacheco e Dorcelina Amélia de Jesus


9 Out 1918,

Eugenio Fofano

pais: Carlo Batista Fofano e Amabile Stefani


13 Out 1918,

Antonio Minelli

pais: Giulio Minelli e Maria da Conceição Lopes de Barros


14 Out 1918,

Geraldo

pais: Manoel Francisco da Silva e Francisca Rodrigues de Souza


25 Out 1918,

Graciema

pais: Raimundo de Vargas Ferreira Brito e Horácia Machado da Silva

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Setembro 1918

Nascimentos em Leopoldina

9 Set 1918,

Cecilia Ramos Ferraz

pais: Otavio José Ferraz e Angelina de Almeida Ramos

11 Set 1918,

Antonio Mantuani

pais: Narciso Mantuani e Maria Bonin

11 Set 1918,

Idalina Esmino

pais: Augusto Esmino e Luigia Giuliani

15 Set 1918, Ribeiro Junqueira,

Bertolina

pais: Sebastião Damasceno Neto e Maria José Ferreira

19 Set 1918,

Antonio Sangalli

pais: Arturo Sangalli e Maria Stella Borella

19 Set 1918,

Odalha

pais: Sancio Maiello e Adalgisa Marques Carneiro

22 Set 1918,

Violeta

pais: Waldemar Tavares Lacerda e Jovenila Lisboa

cônjuge: Roberto Toledo

22 Set 1918,

Belizario

pais: Garibaldi Cerqueira e Laura Ramos

22 Set 1918,

Querina

pais: Virgilio José Ferraz e Maria Tereza Montes

 

25 Set 1918,

Uber

pais: Honorio Luiz da Silva e Leonor Ferreira

27 Set 1918,

Ana Celestina Bonin

pais: Valentino Bonin e Lucia Mantuani

cônjuge: João Martins Leal

28 Set 1918,

Osvaldo Marinato

pais: Celestino Marinato e Josefina Maria da Conceição

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108 – Ascendentes paternos de Paulino Augusto Rodrigues

O vagão do Trem de História de hoje carrega os antepassados de Paulino pelo lado de seu pai, João Rodrigues da Silva, que foi casado com Mariana Custódia de Moraes.

Por este ramo, Paulino era neto de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, casal que teve ao menos seis filhos: 1) Ana Rita de Almeida c/c Manoel Lopes da Rocha; 2) João Rodrigues da Silva c/c Mariana Custódia de Moraes; 3) Antonio Rodrigues da Silva c/c Rita Ignacia de Moraes; 4) José Rodrigues da Silva Neto c/c Joaquina Maia de Jesus; 5) Inácio Rodrigues da Silva c/c Maria Custódia de Jesus e, em segundas núpcias, com Zeferina Jerônima do Carmo; e, 6) Eduardo Rodrigues da Silva c/c Augusta Tereza da Anunciação.

Registre-se que o casamento de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes foi um dos ocorridos entre descendentes de Manoel Rodrigues da Silva e João Ignacio de Moraes, outro morador da Serra da Ibitipoca que teve filhos migrados para Leopoldina e personagem que será abordado em artigo posterior.

De Manoel Rodrigues da Silva pouco ainda se conseguiu apurar além do fato de ter sido o proprietário da Fazenda Purys[1], que fazia divisa com as terras da fazenda da Onça, pertencentes a seu sogro, Bernardino José Machado casado com Maria Rosa (ou, Ribeiro) de Almeida, pais da esposa de Manoel, Ana Bernardina.

De Bernardino José Machado sabe-se que nasceu[2] por volta de 1786 em Santa Rita de Ibitipoca (MG) e que em 1843 já residia[3] no Feijão Cru. Era filho de Antonio José Machado, nascido por volta de 1730 na freguesia de São Pedro de Serva, arcebispado de Braga, Portugal e de Izabel Correa de Moraes, natural da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Neto paterno dos portugueses Martinho Jorge e Serafina Gaspar. E neto materno do português Domingos Lopes Chaves, natural de São Tiago, arcebispado de Braga e da mineira Anna Correia de Moraes.

Sua esposa, Maria Rosa, nasceu em Santa Rita de Ibitipoca (MG) onde foi batizada[4] aos 15 de agosto de 1786. Era filha de Francisco Gonçalves Pereira e Ana Teodora de Almeida, sendo sobrinha do lendário Manoel Antonio de Almeida, um dos povoadores do Feijão Cru.

Antes de se transferir para o Feijão Cru, Bernardino, Maria Rosa, filhos e genro foram recenseados[5], em 1831, na paróquia de Santo Antônio que mais tarde deu origem ao município de Juiz de Fora.

O quadro a seguir resume os antepassados de Paulino pelo ramo familiar de seu pai.

Sobre a ascendência do Paulino Augusto Rodrigues ainda se falará um pouco mais no próximo Jornal. Mas uma pausa se faz necessária para melhor organizar as informações para a próxima viagem do Trem de História. Aguardem!


Fontes de Referência:

[1] Registro de Terras de Leopoldina, termo 54

[2] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73

[3] Mapa da População do Feijão Cru, 1843, fam 26

[4] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1782-1788, fls 267/268 e lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73

[5] Mapa da População de Santo Antônio, 1831, fam 16

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 360  no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2018

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107 – Os ascendentes maternos de Paulino Rodrigues

Conforme anunciado no artigo anterior, hoje o Trem de História é dedicado a Mariana Custódia de Moraes, a mãe do personagem principal desta viagem.

Mas, antes, vale um esclarecimento. Na época em que os pais de Paulino se casaram, a Paróquia de São Sebastião da Leopoldina ainda pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. Com isto, muitas fontes eclesiásticas eram para lá encaminhadas e, por razões burocráticas, se encontram indisponíveis para consulta desde o final da década de 1990, como é o caso do processo matrimonial do casal que, ao que se sabe, dependeu de autorização episcopal em virtude de parentesco consanguíneo e de afinidade.

Mariana era filha de José Vital de Moraes, também referido em algumas fontes como Vital Ignacio de Moraes, nascido em Conceição de Ibitipoca por volta de 1822, filho de João Ignacio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Os pais de Anastácia, Vital Antônio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus, casaram-se(1) em Santana do Garambéu no dia 08 de março de 1796. Vital era natural de Conceição de Ibitipoca e Maria Narciza nasceu em Santana do Garambéu, onde seu pai, Bernardo da Costa Mendonça, era proprietário na localidade de Ribeirão dos Cavalos, atualmente pertencente ao município de Ibertioga. Bernardo faleceu(2) em 1811 e é ancestral de vários antigos moradores de Leopoldina, já que foi sogro do “comendador” Manoel Antônio de Almeida.

A mãe de Mariana Custódia de Moraes, Umbelina Cassiano do Carmo, também era natural de Conceição de Ibitipoca, filha de Tereza Maria de Jesus e José Carlos de Oliveira, sendo neta paterna do casal Vital Antonio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus acima citado. Portanto, a avó paterna de Mariana, Anastácia Felisbina, era irmã de seu avô materno, José Carlos de Oliveira, dois dos filhos de Vital Antonio, como se verá no quadro genealógico a seguir.

Os avós paternos de Mariana, João Ignacio de Moraes e Anastácia Feslisbina de Jesus foram pais de: 1- Mariana Carolina de Oliveira cc Justino Marques de Oliveira; 2- José Vital de Moraes cc Umbelina Cassiano do Carmo; 3- Joaquim Ignacio de Moura ou de Moraes cc Eufrasia Raimunda de Jesus; 4- Joaquim Candido da Silva cc Rita Carolina de Oliveira; 5- Ana Olina Bibiana cc Antonio Paulino de Faria; 6- Joaquina Flausina de Jesus cc Antonio José Machado; 7- Antonio Romualdo de Oliveira cc Francisca Carolina de Oliveira; 8- Delfina Honoria de Jesus cc José Alexandre da Costa; 9- José Ignacio de Oliveira cc Maria Messias de Almeida; 10- João Gustavo de Oliveira cc Ana Umbelina do Sacramento; 11- Manoel Ignacio de Oliveira cc Rita Carolina de Jesus; 12- Maria Luiza de Jesus cc Antonio Joaquim Vilas Boas e segunda vez com Joaquim Antonio de Almeida Ramos; 13- Rita Ignacia de Moraes cc Antonio Rodrigues da Silva.

Sabe-se que os filhos de nrs 5, 6 e 10 não migraram para Leopoldina, tendo vivido e falecido em Bias Fortes.

Os avós maternos, José Carlos de Oliveira e Tereza Maria de Jesus, foram pais de: 1- Maria Tereza; 2- Justino; 3- Ana; 4- Umbelina Cassiano do Carmo cc José Vital de Moraes; 5- Rita Tereza de Jesus cc Cassiano José do Carmo; 6- Francisca; 7- Mariana Ignacia de Oliveira cc Antônio José de Almeida Ramos; 8- Domingos Marques de Oliveira cc Ana Antonia de Jesus; 9- Victal; 10- Antonio; e, 11- José Carlos de Oliveira Pires cc Ignacia Carolina de Almeida.

A viagem de hoje termina aqui. Na próxima edição o Trem de História trará o ramo paterno de Paulino Augusto Rodrigues. Aguarde!


Fontes de Referência:

1 – Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, livro de casamentos de Conceição de Ibitipoca 1751-1801, pesquisa de Paulo Ribeiro da Luz.

2 – Museu Regional de São João del Rei, inventário caixa 287.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 359  no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2018

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