NOTAS COMPLEMENTARES

Os Almeidas, Os Britos e Os Netos Versão Original do livro de Mauro de Almeida Pereira

em Leopoldina, Minas Gerais

Ao publicar, em 1966, a Genealogia destas famílias pioneiras de Leopoldina (1ª edição - Imprensa Oficial de Minas Gerais), limitei-me, à época, principalmente com o levantamento dos seus diversos descendentes, omitindo, por isso, algumas considerações que desejava fazer constar naquele meu trabalho. Agora, passados seis anos de sua publicação, achei conveniente esclarecer alguns pontos que poderão interessar aos continuadores daquele levantamento genealógico.

1. Sabemos que o comendador Manoel Antônio de Almeida, pioneiro com a sua numerosa família na fundação de Leopoldina, deixou doze filhos. Levantei, tanto quanto pude, a relação de seus doze descendentes, naturalmente com algumas falhas e justificáveis omissões. Consegui trazer dele cinco gerações: seus filhos, netos, bisnetos e trinetos. Comparando-se a genealogia publicada com os dedos da mão, temos o polegar para representar o pioneiro e os outros dedos, até o mínimo, representando os demais descendentes - filhos, netos, bisnetos e trinetos. Atualmente já temos mais duas, três ou quatro gerações oriundas das últimas famílias que foram incluídas no livro. A exemplo de três descendentes do pioneiro de Leopoldina: Joaquim Mateus Mendes, trabalho de João Mendes Magalhães; Joaquim Antônio de Almeida Ramos, trabalho da professora Tereza Barbosa; Alfredo Procópio Ferreira Brito, trabalho de Anselmo Ferreira Brito, todos emanados do livro dos Almeidas, Britos e Netos.

Professora Tereza Barbosa, João Mendes de Magalhães e Anselmo Ferreira Brito: seria necessário que mais uns dez outros tomassem a si a tarefa de continuar o levantamento por mim iniciado. Se isto acontecer, talvez ainda possa ser publicada uma continuação da obra que abrange, como já tive ocasião de dizer, um terço da população de Leopoldina. Se cada pessoa fizesse, por exemplo, somente os quadros de seus descendentes, a compilação geral poderia ficar a meu cargo.

2. Estas notas visam também informar sobre algumas observações feitas no decorrer da pesquisa: de que os Almeidas e os Britos são claros, de olhos azuis, naturais de Conceição e Santa Rita de Ibitipoca, Minas Gerais. Os Netos, morenos, vindos de Ibertioga, ali perto, na zona do campo de Minas Gerais, ao pé da maravilhosa "Serra da Ibitipoca", futura atração turística do Estado.

3. Os Almeidas tiveram muitas filhas. Esta predominância feminina levou-os a ver absorvido o seu sobrenome pelas famílias dos Britos, dos Netos e, em seguida, pelas famílias Machado, Vargas, Rodrigues, etc.

4. Como é fácil verificar no livro publicado, conclui-se que todos os Vargas de origem leopoldinense vêm dos Almeidas. O primeiro, Josué de Vargas Corrêa, (hoje temos a Quinta ou sétima geração de descendentes Vargas do mesmo nome) casou-se ele, o primeiro Josué de Vargas Corrêa, com uma Almeida (3 filhos); e, em segundas núpcias com outra Almeida (7 filhos). Daí vieram todos os Vargas que se espraiaram pelo Estado do Rio, Espírito Santos, Guanabara, São Paulo, Paraná, etc.

5. Detalhe que não poderá faltar como esclarecimento no livro "Os Almeidas, os Britos e os Netos de Leopoldina, Minas Gerais" é a exigência dos dois "tt". Muitas famílias dos Britos e Netos faziam e até hoje fazem "questão fechada" de caracterizar os seus sobrenomes com esta particularidade. Sem ela não aceitam cartas e nem documentos. Não sei se por resquício de nobreza de suas descendências ou apenas como fruto da tradição unicamente; o certo é que a exigência existe.

6. Outras particularidades: os Almeidas são longevos, nunca sofrem do coração: os Britos e os Netos, especialmente os Machado, nunca sofrem de nada - são geralmente fortes.

7. Durante muitas gerações permaneceram estas famílias nos trabalhos da lavoura primitiva, que até hoje predomina em nossa região infelizmente; e a enxada não lhes deu nenhuma expressão econômica, social, política ou financeira, além da que trouxeram de seus troncos, tal como a ninguém esse gênero de atividades beneficiou diretamente. Uma ou outra pessoa dessas famílias que saiu do amanho da terra é que se projetou naquele tempo. Atualmente, entretanto, muitos já ocupam as mais destacadas posições na sociedade.

8. Pelo que já publiquei, sabe-se que houve um triângulo de famílias pioneiras - fundadores de Leopoldina: Os Pinheiro de Lacerda ocupando as terras da Fazenda Desengano (da Rua Cotegipe para cima); os Almeidas, Britos e Netos, e seus liames, da "Boa Sorte" até a "Laginha"(Fazendas da Onça, da Cachoeira, do Feijão Cru Pequeno), que terminavam na Matriz, Rua Tiradentes e Rosário; e a numerosa e rica família Monteiro de Barros, que recebeu terras de Sesmarias desde a Fazenda do Socorro até Pirapitinga (da nascente à foz do Rio Pirapitinga, incluindo as localidades de Abaíba, Previdência, Conceição da Boa Vista, etc.).

9. É também conveniente assinalar que antes de penetrarem por toda a Zona da Mata, os Almeidas, os Britos e os Netos, e os seus descendentes, fundaram a cidade do Recreio e povoaram as adjacências (Laranjal, Aracaty, Tebas e outras localidades), estando hoje em vários Estados, até em Brasília.

10. Toda pessoa interessada neste assunto não deve esquecer também de ler o livro "Minhas Recordações" do Dr. Francisco de Paula Ferreira de Rezende (José Olímpio Editora), que fala dos primórdios de Leopoldina com a legitimidade de sua tempestiva documentação. Fala das famílias pioneiras de Leopoldina e dos mais variados assuntos desde muito antes da proclamação da República. Trata-se de uma autobiografia desse ilustre republicano, fundador da "Fazenda Filadélfia", ainda existente em Leopoldina, contendo o seu retrato e de seus familiares. Li também os originais das "Atas dos Voluntários da Guerra do Paraguai em Leopoldina", lavrados com a sua letra miúda e boa. Soube, enfim, que esse advogado de Leopoldina, antes Juiz de Direito, tornou-se fazendeiro; e, de sua fazenda, saiu, após a proclamação da República, como Ministro do Supremo Tribunal Federal, deixando ilustre descendência, que deve estar registrada nas Genealogias dos Rezendes.

11. Pelo ilustre mineiro, natural de Campanha, Dr. Francisco de Paula Ferreira de Rezende, foram descritos os usos e costumes daqueles tempos longínquos, num passado de dois séculos ou mais, assinalando inclusive uma característica dos Almeidas, Britos e Netos: a parcimônia nos gastos.

12. Hoje o tronco primitivo ligou-se a um grupo de trezentas famílias com apreciável expressão social e econômica em todos os lugares em que vivem, possuindo elementos capazes de continuar o registro genealógico por mim iniciado: há muitos doutores e professores em condições de fazerem os melhores levantamentos genealógicos, a partir de seus pais ou avós registrados no meu livro e daí até os últimos descendentes, registrando-os sob as formas usuais das seguintes abreviaturas:

F - filho (F1 - F2 - F3 etc.)

N - neto (N1 - N2 - N3...)

B - bisneto (B1, B2, B3..)

T - trineto (T1 - T2 - etc. )

13. Se em cada grupo dos descendentes desses pioneiros dispuser de pelo menos um elemento a trabalhar como já fizeram aqueles assinalados no item um, dentro de pouco poderemos organizar uma pesquisa genealógica completa, baseada nos meus dados já publicados.

14. Conclui-se, pois, que estas minhas considerações visam conclamar os interessados para se ocuparem desse trabalho, que, por certo os entusiasmará nesta interessante pesquisa, fazendo-os continuar ocupados com estes registros que tanto engrandecem a família, portanto, o estado, o mesmo que dizer a nossa Pátria.

Para concluir, vou assinalar uma linhagem da antiga família leopoldinense dos Machados, que, a exemplo das demais famílias ligadas aos Almeidas, Britos e Netos, vê-se entrelaçada por sete irmãos Machado a oito primas Almeida, conforme pesquisa feita por mim ao Maço 30 do Cartório do 2º Ofício de Leopoldina, Minas Gerais.

 

1. RITA BALBINA DE1 ALMEIDA morreu a 29 Dezembro 1902 em Leopoldina-MG1. Casou-se com JOAQUIM ANTÔNIO MACHADO.

 

i. ANTÔNIO JOSÉ MACHADO DE2 ALMEIDA.

Observações: Pai de Olímpio, Antônio e Joaquim de Almeida Machado.

ii. MARIANA VIEIRA, c/c. JOAQUIM CUSTÓDIO MACHADO.

Pais de Francisco Avelino, radicados em Recreio.

iii. JACINTO DE ALMEIDA MACHADO, c/c. (1) ZICA RODRIGUES DE OLIVEIRA; c/c. (2) ELEOTÉRIA NETO.

iv. JOSÉ ANTÔNIO MACHADO.

v. ASTOLFO DE ALMEIDA MACHADO, c/c. (1) TEREZA RODRIGUES GOMES; c/c. (2) DOLVINA RODRIGUES DE OLIVEIRA.

vi. LINDOLFO AUGUSTO MACHADO, c/c. IRANIRA AUGUSTA DE ALMEIDA.

vii. FRANCISCO ANTÔNIO MACHADO, c/c. DEOLINDA AMÉLIA DE MORAES.

Radicados em Recreio.

viii. FRANCISCO MACHADO.

ix. RITA MACHADO DE ALMEIDA, c/c. FELICÍSSIMO RODRIGUES CARVALHO.

Radicados em Angaturama.

x. MARIA TEREZA MACHADO DE ALMEIDA, c/c. FRANCISCO DE FREITAS LIMA.

xi. ANA LEOPOLDINA DE ALMEIDA, c/c. ALFREDO ROCHA.

Radicados em Angaturama.

xii. MARIANA ALMEIDA, c/c. JOSÉ MORAIS LIMA.

Pais de Dionísio, Francisco e Virgílio, este último avô do Moraes que há muitos anos trabalho no Mercado Municipal de Leopoldina.

xiii. CAROLINA ALMEIDA, c/c. CUSTÓDIO GARCIA.

Pais de Rodolfo Garcia, fazendeiro em Recreio.

xiv. GABRIELA AMÉLIA FERREIRA, morreu próximo a 1960, Recreio-MG; c/c. FRANCISCO HONÓRIO FERREIRA NETO.

xv. AMBROZINA DE ALMEIDA, c/c. MANOEL FERREIRA BRITO, também conhecido como Manoel Ferreira Neto.

xvi. JOVELINA ALMEIDA, c/c. MARTINIANO RODRIGUES DE MORAES.

Observação: Em estudos a inclusão de colaterais de Martiniano, pertencentes à família de Maria Magdalena, avó da responsável por esta home page.

 

Como registro desse antigo tronco dos Machado, seus descendentes hoje tem o radical para traçar os liames de enorme geração.

Assim concluindo, aguardo o resultado de mais algumas pesquisas que os jovens principalmente podem fazer para apreciação inclusive dos Colégios e Institutos de Genealogia, sempre interessados em que se estimulem trabalhos desta natureza.

Leopoldina, MG, 1º de setembro de 1972

(a) Mauro de Almeida Pereira

Sócio do Instituto Genealógico Brasileiro de São Paulo e do Colégio Brasileiro de Genealogia do Rio de Janeiro.

Informação Final

Em 1979, o autor presenteou-nos com estas Notas, bem como com algumas adições ao seu livro, já devidamente registradas nos respectivos quadros.

Em novembro de 1998, na confraternização familiar em torno dos 70 anos de Moacyr Rodrigues de Almeida, o autor voltou a nos estimular a prosseguirmos nossas buscas.

Disponibilizar a obra de Mauro de Almeida Pereira na internet, foi a forma que encontramos para homenageá-lo. Se você quiser manifestar-se a respeito, escreva-nos.

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