O COMENDADOR MANOEL ANTÔNIO DE ALMEIDAVersão Original do livro de Mauro de Almeida Pereira

Nasceu o Com. Manoel Antônio de Almeida no Turvo ou Bonjardim, M.G., de onde veio em 1-9-1828, para fixar sua residência na Fazenda do Feijão Cru Pequeno, que adquirira aqui na Mata. Trouxe consigo muitos escravos e parentes. A essa época já se encontrava ligado à família dos Britos e dos Netos, dentre os quais se destacava o Tenente Joaquim Ferreira Brito, também pioneiro e doador de terras para a formação do patrimônio em que hoje é a sede da Comarca de Leopoldina. Joaquim Ferreira Brito, por sua vez, era sogro de outro pioneiro - Francisco Pinheiro de Lacerda.

O Prof. Augusto de Lima Júnior refere-se a Manoel Antônio de Almeida com o título de Comendador. Além dessas e de outras notícias obtidas não só nas obras citadas, como também por pessoas antigas do lugar e antigos descendentes, ainda vivos, posso acrescentar ter ele falecido aqui em Leopoldina com idade superior a 100 anos, em 1872; e que era filho de Antônio de Almeida Ramos e de D. Maria de Oliveira Pedroza, segundo consta em seu testamento existente no Maço nº 35 do Cartório 1º Ofício desta Comarca. Ali, em seu testamento, numa eloqüente demonstração de seu espírito humanitário, (característica dos Almeidas de Leopoldina), o Comendador assegurou, 17 anos antes da abolição da escravatura, total alforria aos seus escravos, premiando ainda a onze deles com o remanescente de 25 alqueires de terras da Fazenda do Feijão Cru Pequeno.

Encontrei também o seu nome como signatário da Ata de Fundação da vizinha Cidade de Cataguases (Meia Pataca), datada de 25-1-1828, portanto, alguns meses antes de fixar-se definitivamente em Leopoldina (Feijão Cru).

O Comendador era sogro do Capitão João Gualberto Ferreira Brito, que teve forte influência social e política nos primórdios de Leopoldina e que, mais tarde, em 2ªs núpcias, veio a casar-se também com uma neta do Comendador, deixando de ambas (filha e neta) expressiva descendência.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

No decurso de tempo dedicado à pesquisa aos arquivos de Leopoldina, evidenciou-se, efetivamente, que além da figura principal de Manoel Antônio de Almeida, muitos parentes seus já havia àquela época, não só aqui em Leopoldina, como também distribuídos em outras direções, desde São João Baptista do Presídio (Visconde do Rio Branco - MG) até Madre de Deus do Angu -MG (Angustura).

Também tive a oportunidade de verificar a existência de outros Almeidas, por exemplo os conhecidos Coletor Estadual e Federal de Leopoldina, João Xavier Lopes e Avelino José de Almeida, irmãos, descendentes dos negociantes portugueses Abílio e Thomaz de Almeida Pinho, que nenhum liame tiveram com a família pioneira.

Há os Almeida Gama, que, possivelmente, ligam-se ao pioneiro, por troncos mais distantes (S. João del - Rei), sem terem sido por mim encontrados os parentescos. Joaquim Antônio de Almeida e Gama foi o Juiz de Órfãos que julgou o inventário da mulher do Pioneiro, D. Rita Esméria de Jesus; e muitos parentes desse Juiz leigo constituíam-se como velhos moradores do Arraial do Feijão Cru.

Os Almeida Magalhães, das velhas tradições mineiras, alguns dos quais por aqui viveram, mas não são ligados aos Almeida de Leopoldina, diretamente.

Verificamos que todas as famílias pioneiras e os antigos moradores de Leopoldina, em sua quase totalidade, são oriundos das regiões mais antigas de Minas. Famílias do Norte, Centro e Sul de Minas, de todas as velhas cidades para a Mata dirigiram-se a um só tempo, no declínio da mineração de ouro, para formarem fazendas de café e de criação, fazendo surgir esta nova região - da Zona da Mata - com o mesmo lastro das mais profundas tradições mineiras.

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