1ª PARTE

OS ALMEIDASVersão Original do livro de Mauro de Almeida Pereira

Os compêndios especializados de Genealogia e Heráldica dão conta das origens portuguesas dos Almeidas(*), destacam os seus feitos e registram as nobres personalidades desses fidalgos lusitanos, que, em tão grande número, povoaram diversos rincões do Brasil - Colônia.

Desse passado tão longínquo havia de referir-me neste meu trabalho, ainda que apenas por algumas palavras iniciais, ilustrando tão exagerada síntese com o brasão de família, que enfeita a primeira folha deste livro.

Entretanto, desde o início, jamais preocupei-me na vã pesquisa do "sangue - azul" dos Almeidas; já de antemão sabia ser remota esta virtude em relação a esses honrados descendentes de nobres troncos peninsulares que povoaram Leopoldina; outros motivos respeitáveis foram os que me levaram à lide. Dentre eles o de que em se tratando da mais numerosa família leopoldinense, no triângulo das famílias pioneiras, talvez seja a única ainda sem genealogia organizada.

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(*) I - Armorial Lusitano - Gen. E Herald. - Lisboa 1961 - Editorial Enciclopédia Ltda.

II - ... Os Almeidas de Portugal - Coimbra 1945 - Por Francº de Moura Coutinho - Publicações póstumas.

OS ALMEIDAS, OS BRITOS E OS NETOS EM LEOPOLDINA

Como bem disse o Dr. Francisco de Paula Ferreira de Rezende (*), quando se refere aos Almeidas de Leopoldina, incluem-se, desde logo, as famílias dos Britos e dos Netos, que para aqui vieram já entrosadas e continuam, até hoje, inteiramente entrelaçados.

Aos Almeidas, aos Britos e aos Netos, há um século ou mais agruparam-se outras numerosas e respeitáveis famílias, principalmente os Ferreiras, os Vargas, os Rodrigues, os Garcias, os Gomes, e, também, as grandes famílias Lacerda e Machado, todas da mais antiga tradição leopoldinense, formando um forte núcleo populacional em todas as localidades vizinhas de Leopoldina, daqui se espraiando uma laboriosa grei de fundadores e pioneiros de lugares próximos, tais como: Conceição da Boa Vista (que à época compreendia todo o Município de Recreio) e São Domingos do Aventureiro, nessa região que do Rio Pirapetinga vem até o Rio Paraíba, e também mais para dentro da Mata, em Minas, no estado do Rio e até no Espírito Santo.

Todas as famílias referidas neste meu trabalho tem farta documentação da existência de suas pessoas e bens pelos arquivos dos Cartórios e das Paróquias da Comarca, devendo assinalar-se a boa organização de todos esses arquivos, fator de permanente convite à pesquisa do passado, nesta Comarca, principalmente para aqueles que possuírem preparo intelectual e dispuserem de tempo. Com estes elementos essenciais que a mim faltaram, outros homens de pesquisa poderão ampliar, corrigir e depois continuar os estudos genealógicos dessas famílias, para escreverem, após a Genealogia e a História de Leopoldina.

A nobreza dos Almeidas de Leopoldina assenta-se no seu pioneirismo; na sua constante subordinação ao trabalho e à família e na sua permanente radicação à terra. Como a tendência moderna da Genealogia já não nos prende inteiramente à Heráldica, porque os homens hoje valem por si mesmos, não pelo seu parentesco com determinado indivíduo ou personalidade social, política ou financeira, pois que ninguém vive hoje "das glórias alheias", senão pelo seu valor pessoal, pelas suas próprias realizações, pelas obras de que for capaz de realizar em benefício, pelo menos, da coletividade em que vive, sente-se inteiramente à vontade para levantar as linhagens dessa numerosa família que há dois séculos vive em respeitosa humildade cristã.

A velocidade da vida moderna tem conduzido os homens ao encontro de atividades lucrativas imediatas, num tal abandono de si mesmo, que a própria pessoa humana tem sido relegada a um segundo plano. O registro de datas, de acontecimentos de família, torna-se hoje quase impossível, quando complexos e variados problemas de cada pessoas, num só dia, são maiores que toda a atividade de uma família inteira, a um século, durante uma semana.

Sendo impossível, como ontem, o relato da vida diária de cada um de nós, pelo menos impõe-nos o dever de assegurar os liames de nossas famílias, por indeclinável dever social de respeito à dignidade humana, capaz de assegurar a nossa superioridade, também, em relação às espécies animais inferiores, que, por sinal, atualmente, em inúmeros casos, já possuem registros genéticos acima dos que deveriam ser obrigatórios para o ser humano!

Mas, voltado ao assunto, para finalizar este capítulo dos Almeidas, (aí já incluídos os Britos e os Netos), verificamos que eles, em sua quase totalidade, fixaram-se na terra, exceção de alguns, de geração mais recente, que deixaram a lavoura. A grande maioria vive da agricultura até hoje.

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(*) O Dr. Francisco de Paula Ferreira de Rezende, 2º Advogado que militou em Leopoldina e fundador da Fazenda Filadélfia, ainda existente com o mesmo nome, é o autor da obra "Minhas Recordações", nº 45, da "Coletânea de Documentos Brasileiros", dirigida pelo Prof. Octávio Tarqüínio de Souza - Livraria José Olímpio - Rio.

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